Cultura | 25-03-2026 10:00

Festival Internacional de Cinema de Santarém com mais filmes e mais dias

Rita Correia e Emanuel Campos, ao centro, durante a apresentação do Festival Internacional de Cinema de Santarém 2026. FOTO – CM Santarém
Rita Correia e Emanuel Campos, ao centro, durante a apresentação do Festival Internacional de Cinema de Santarém 2026. FOTO – CM Santarém

Evento organizado pelo Cineclube de Santarém com apoio da Câmara de Santarém recebe este ano filmes de 47 países. O festival tem uma forte ligação à comunidade escolar, que é para manter.

O Festival Internacional de Cinema de Santarém (FICS) vai decorrer de 25 a 31 de Maio, aumentando de cinco para sete dias, numa edição que reforça a ligação à terra e que recebeu 276 candidaturas de 47 países, anunciou a organização. Na apresentação da 19.ª edição, que decorreu na Casa do Brasil, em Santarém, a programadora e directora do festival, Rita Correia, afirmou que o crescimento da duração resulta da “necessidade de consolidar a programação” e de responder à elevada procura, sobretudo do público escolar. “No ano passado esgotámos muito cedo todas as sessões para as escolas. Este ano, já temos cerca de 80% da lotação preenchida nos cinco dias dedicados ao serviço educativo”, disse.
O vice-presidente do município, Emanuel Campos, sublinhou que o festival vindo a crescer em expressão e qualidade, contribuindo para levar o nome de Santarém além-fronteiras. Situação que se verifica, entre outras, pelo número crescente de filmes inscritos. O autarca reforçou o compromisso com a organização do FICS afirmando que a autarquia continuará a reforçar o investimento na cultura e nos seus agentes culturais. "Juntamente com o Cineclube de Santarém, queremos fazer o festival crescer, atraindo novos públicos, novas produções e fortalecendo o seu carácter internacional", garantiu.
Criado em 1971 e reativado há três anos, o FICS é descrito pela organização como “um dos festivais de cinema mais antigos do país”, mantendo o foco no território, na agricultura, na ecologia e na gestão dos recursos naturais, temas que, sublinhou Rita Correia, “definem a identidade da região e fazem parte do ADN do festival”. A edição de 2026 recebeu 276 candidaturas de 47 países, um número que a organização considera “um sinal claro de internacionalização”. “É um orgulho ver que produtores e realizadores do mundo inteiro já olham para o FICS como um festival relevante”, afirmou a equipa.
O festival atribui dois prémios principais, Melhor Filme Internacional e Melhor Filme Português, ambos de 1.200 euros — além de uma menção honrosa, um Prémio Especial do Júri e o Prémio do Público, estes últimos no valor de 500 euros. A sessão de abertura contará com a estreia nacional do filme checo-eslovaco “Better Go Mad in the Wild”, um híbrido documental que acompanha a vida de dois irmãos gémeos ao longo das quatro estações numa quinta no centro da Europa.
O encerramento terá uma parceria entre a Cinemateca Portuguesa e o Conservatório de Música de Santarém, que irá apresentar um filme mudo de 1929, "A Dança dos Paroxismos", de Jorge Brum do Canto, obra recentemente digitalizada, com partitura original executada ao vivo por alunos do conservatório. O festival voltará a integrar o Cinema à Mesa, este ano dedicado ao azeite, com uma prova de degustação no Teatro Sá da Bandeira.
No capítulo das exposições, regressa 16 Fitas, uma mostra que compila a história do festival desde 1971, à qual será acrescentado um novo painel relativo à edição de 2025. Haverá ainda uma exposição de fotografia ligada ao tema de “Terra e soberania”. A programação e a composição do júri serão anunciadas com mais detalhe no início do mês de Abril.

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