Francisco Figueiredo mantém vivos os clássicos na cidade de Santarém
Francisco Figueiredo tem 24 anos, herdou da família a paixão pelos automóveis antigos e é hoje o rosto dos Clássicos da Liberdade, encontro mensal que continua a juntar dezenas de viaturas no Jardim da Liberdade, em Santarém.
Francisco Figueiredo, 24 anos, natural de Santarém, é o dinamizador dos encontros mensais de carros clássicos que se realizam no segundo domingo de cada mês no Jardim da Liberdade, em Santarém. A paixão pelos automóveis antigos vem de família e levou o jovem escalabitano a assumir a organização de uma iniciativa que procura manter viva a tradição e reunir apreciadores destas viaturas. O interesse pelos clássicos nasceu cedo. “O meu avô já tinha alguns carros, o meu pai também, e eu acabei por seguir as pisadas”, conta Francisco Figueiredo a O MIRANTE. Entre os vários veículos que guarda na garagem, destaca com especial carinho um Fiat 500 que recebeu do avô no dia do baptizado. Foi com esse automóvel que viajou até ao norte de Itália para participar num encontro internacional dedicado exclusivamente a este modelo.
A iniciativa Clássicos da Liberdade existe há mais de uma década, mas ganhou novo fôlego em 2021, quando Francisco Figueiredo decidiu assumir a responsabilidade de a manter activa. O encontro começou por volta de 2007/2008 e chegou, nessa altura, a mobilizar muitos participantes. Com o passar dos anos perdeu algum dinamismo e, durante a pandemia, esteve perto de parar. Depois de falar com os anteriores organizadores, Francisco Figueiredo avançou com um grupo de amigos para recuperar o evento. Hoje, por força de várias circunstâncias, é o único responsável pela organização. Diz que não é dono da iniciativa, apenas a pessoa que assegura a divulgação e a logística, sobretudo através das redes sociais.
O objectivo passa por reunir amantes de carros clássicos e preservar o espírito de convívio à volta das máquinas. A adesão tem crescido nos últimos anos e o melhor registo até agora foi de 84 viaturas presentes num só encontro. Francisco Figueiredo quer ir mais longe. “Quero ver se um dia conseguimos encher o jardim de uma ponta à outra”, diz. A participação obedece, no entanto, a alguns critérios. A selecção assenta sobretudo na época de produção dos modelos, sendo dada prioridade a veículos com características mais tradicionais, como os pára-choques cromados. Francisco Figueiredo vê nesta dedicação uma forma de manter vivo um espaço de encontro para quem partilha o gosto pelos automóveis clássicos e pela história que cada um deles transporta.


