Sardoal junta fumeiro, vinho e pão numa feira que quer pôr o concelho no mapa dos sabores
Certame regressa de 17 a 19 de Abril e aposta também na iniciativa “Provar Sardoal”, que leva os vinhos do concelho às mesas de cinco restaurantes locais.
O Sardoal apresentou na quarta-feira, 25 de Março, a Feira Nacional do Fumeiro, Vinho & Pão, um dos eventos mais aguardados do calendário local, que decorre nos dias 17, 18 e 19 de Abril e pretende afirmar o concelho através da gastronomia, dos produtos endógenos e da valorização dos produtores da terra. Na sessão de apresentação, que contou com a presença do presidente da câmara, Pedro Rosa, de produtores de vinho, empresários da restauração e da coordenadora da TAGUS, Conceição Pereira, foram revelados o programa do certame e os contornos da iniciativa “Provar Sardoal”. O projecto junta quintas produtoras de vinho e cinco restaurantes aderentes numa aposta em promover os vinhos locais junto de residentes e visitantes.
Pedro Rosa sublinhou que o fumeiro faz parte da identidade do concelho e das memórias de muitas famílias. “O fumeiro fazia parte da economia de casa, da economia familiar. Todas as pessoas se identificam com este tipo de saber fazer, porque toda a gente o fazia”, afirmou. O autarca destacou ainda a entrada do vinho e do pão como produtos a valorizar em conjunto com o fumeiro, lembrando o percurso de afirmação das quintas do concelho.
Após um interregno, a feira regressa com um formato diversificado e dimensão nacional. Estão previstos cerca de 13 expositores de fumeiro vindos de várias zonas do país, como Mirandela, Sabugueiro, Sertã, Abrantes, Mação e Alto Alentejo. Na área do pão marcam presença produtores locais como a Artelinho e a Padaria Sabores da Ti Pereira. O programa inclui workshops de pão e tigeladas, o passeio pedestre “Do Pão ao Vinho”, almoços e jantares promovidos pela Associação de Bombeiros Voluntários do Sardoal e provas de vinho com inscrição através do site da TAGUS. Conceição Pereira, da TAGUS, realçou a articulação entre o sector público e o privado, com o município a assegurar os workshops e as actividades culturais, enquanto os agentes privados dão a conhecer e promovem os produtos.


