Cultura | 10-04-2026 10:00

PIPA procura nova sede após fim de parceria com a Câmara da Golegã

PIPA procura nova sede após fim de parceria com a Câmara da Golegã

O PIPA vai deixar a antiga escola primária da Azinhaga no final de Abril, após a Câmara da Golegã decidir não renovar o acordo de parceria com a associação Isto não é um Cachimbo. Depois de cinco anos de actividade cultural regular e gratuita, o projecto procura agora uma nova sede.

O PIPA — Programa da Imagem e da Palavra da Azinhaga vai deixar de funcionar na antiga Escola Primária a partir de 29 de Abril, na sequência da não renovação do acordo de parceria com a Câmara Municipal da Golegã. Em comunicado, a associação lamenta a decisão da autarquia e sublinha que a denúncia do acordo foi feita sem qualquer contacto prévio para procurar soluções alternativas, quer com a própria estrutura quer com outros agentes locais. A direcção defende que cumpriu o estabelecido no protocolo e sustenta que o trabalho desenvolvido teve impacto real na comunidade, tanto ao nível da oferta cultural como da atracção de visitantes ao concelho.
O vice-presidente da Câmara Municipal da Golegã, Diogo Rosa, afirma, em declarações a O MIRANTE, que a autarquia “não renovou o acordo de parceria porque existem várias associações com pedidos de sede e a câmara tem que avaliar primeiro o que é melhor para a população”, referindo que caso renovasse o acordo iria impossibilitar que outras associações pudessem usufruir do espaço.
Desde 2021, o PIPA promoveu 54 actividades, entre oficinas, cinema, conversas com realizadores, apresentações de livros, palestras, exposições, visitas guiadas e encontros com artistas. A associação destaca ainda a criação de uma biblioteca de arte com cerca de 400 livros disponíveis para consulta pública, bem como a realização de residências artísticas e literárias que deram origem aos Cadernos da Azinhaga. No balanço destes cinco anos, a estrutura sublinha as parcerias estabelecidas com a Junta de Freguesia da Azinhaga, Fundação José Saramago, agrupamento de escolas, associações locais e outras entidades culturais. Refere também que o projecto ajudou a promover a Azinhaga, a Golegã e o Pombalinho junto de públicos de várias regiões do país, com reflexos na restauração, alojamento e comércio local.
Apesar da perda da sede, o PIPA garante que vai manter a actividade prevista para 2026, incluindo o Festival de Curtas-Metragens, oficinas de verão, apresentações de livros, exposições, uma residência artística e a caminhada participativa “Ecology of Slowness”. Ao mesmo tempo, já iniciou contactos para encontrar um novo espaço na Azinhaga onde possa prosseguir a sua actividade.

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