Cultura | 11-04-2026 21:00

João Leite garante que investimento na festa brava é para manter e reforçar em Santarém

João Leite garante que investimento na festa brava é para manter e reforçar em Santarém
João Leite assume que os apoios à festa brava e tradições ribatejanas são um investimento na identidade escalabitana

Presidente da Câmara de Santarém foi questionado por munícipe sobre os apoios concedidos pelo município para actividades taurinas e assumiu que essa aposta é estratégica e para continuar enquanto liderar o executivo.

O presidente da Câmara de Santarém, João Leite (PSD), assegurou na última reunião do executivo de Março que, enquanto liderar o município, o investimento em actividades taurinas é para manter e reforçar, considerando-o “estratégico” e realizado com orgulho. “Nunca o escondemos e se não o fizéssemos estaríamos a defraudar quem em nós confiou”, afirmou o autarca, vincando que se trata de “um investimento na nossa identidade”.
João Leite assumiu que Santarém é “um concelho taurino” que aposta na tauromaquia, na vertente equestre e noutras dinâmicas relacionadas com o mundo rural e as tradições locais. E isso reflecte-se em múltiplas actividades ao longo do ano, nomeadamente durante as Festas de São José, que decorreram em meados de Março. “Tal como também investimos na cultura noutras vertentes”, sublinhou o presidente, mencionando os recentes espectáculos musicais com entrada gratuita que levaram à cidade nomes como Calema e Herman José.
O autarca respondia a uma munícipe que foi à reunião do executivo questionar se era verdade que a autarquia tinha atribuído quase 150 mil euros em apoios a actividades ligadas à festa brava, designadamente na aquisição de bilhetes para corridas de toiros a realizar este ano e na atribuição de 74.250 euros à associação Sector 9, para dinamizar diversas actividades taurinas e equestres em 2026. Esta última decisão foi aprovada em Março pelo PSD e pelo Chega, com a bancada do PS a optar pela abstenção por considerar “excessivo” o apoio.
A munícipe Fátima Figueiredo considerou que o dinheiro canalizado para as touradas podia ser aplicado na melhoria das acessibilidades na cidade ou na ajuda a pessoas e animais. Queixou-se também das condições do parque de estacionamento existente junto à Igreja da Graça, atirando que “há demasiados gastos em coisas sem benefício nenhum”.

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