Cultura | 15-04-2026 07:00

Igrejas e capelas da vila do Sardoal ganharam cor e vida na Semana Santa

Igrejas e capelas da vila do Sardoal ganharam cor e vida na Semana Santa
Gregório Fernandes, responsável pela capela do Espírito Santo, conta que já são poucos os que têm interesse nesta bela tradição, especialmente os mais jovens - foto O MIRANTE

A tradição ainda é o que era e os templos religiosos do concelho de Sardoal voltaram a ser engalanados com tapetes feitos de flores e outras plantas durante a Semana Santa.

Os moradores da vila do Sardoal e arredores não deixaram que a centenária tradição dos tapetes de flores, que revestem o chão das diversas capelas e igrejas, caísse no esquecimento durante mais uma Semana Santa. A comunidade arregaçou mangas e revestiu 19 igrejas e capelas do concelho, tendo a vila do Sardoal contado com seis. Este ano a Igreja da Misericórdia apenas teve exposto um altar de trigo. Esteve também aberto ao público o Centro de Interpretação da Semana Santa e do Património Religioso, localizado na Capela de Nossa Senhora do Carmo, disponibilizando mais informação aos visitantes sobre essa tradição.
Os tradicionais tapetes feitos pela população constam de desenhos alusivos à época festiva, feitos à base de pétalas de diversas flores como glicínias, malmequeres, giestas, urze e gerberas, e muitas verduras naturais, materiais colectados com ajuda da câmara municipal e preparados pelos habitantes. Em conversa com O MIRANTE, Gregório Fernandes, responsável pela capela do Espírito Santo, conta que já são poucos os que têm interesse nesta bela tradição, especialmente os mais jovens. “Mesmo para levar as imagens é um castigo”, afirma, dizendo que os adultos já não transmitem este interesse aos mais novos e que tem muita pena se a tradição acabar por cair no esquecimento.
Manuela Graça, natural de Sardoal, é uma das responsáveis pela pequena capela de S. Sebastião, localizada à porta da vila. Participa activamente na tradição há cerca de trinta anos e revela que a câmara municipal é uma grande ajuda para a concretização da mesma.
Este ano, devido às obras a ser realizadas na Igreja Matriz, a Santa Casa da Misericórdia infelizmente não pôde participar na tradição. Elsa Rodrigues, directora da instituição, conta a O MIRANTE que fica sempre muito contente com a participação pois dá oportunidade de envolvimento de todos os utentes na preparação do tapete. Normalmente, ela e os restantes funcionários elaboram o desenho e eventual posicionamento do mesmo, mas toda a preparação envolve os utentes, como a colheita das flores e folhas e também a futura guarda do tapete na igreja. Todos confirmam que ao longo dos anos tem-se notado um aumento na popularidade do evento, vindo muitos turistas estrangeiros e também portugueses de diversos pontos do país. Os tapetes estiveram expostos de quinta-feira, 2 de Abril, até ao fim do dia de domingo de Páscoa, 5 de Abril.

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