Museu do Traje ganha força em Almeirim após exposição da FIFCA entusiasmar presidente da câmara
A exposição de 110 trajes de um espólio de 150 da Associação FIFCA, veio dar força à ideia de se criar um museu do traje em Almeirim. Esta iniciativa não só pretende dar uma renovação ao modelo do Festival Internacional de Folclore, Culturas e Artes, organizado pela associação, em Almeirim e nos concelhos vizinhos, como contribuir para reforçar a identidade cultural do concelho e a desafiar o município a aproveitar um potencial de atracção turística.
O presidente da Câmara de Almeirim, Joaquim-Catalão, deixou na noite de quarta-feira, 1 de Abril, o Espaço Multiusos do IVV visivelmente entusiasmado após percorrer toda a exposição “Trajes do Mundo – Culturas e Tradições”. “Vou daqui com a cabeça a fervilhar de ideias”, disse ao sair, mostrando apoio à proposta da Associação FIFCA, que organiza um dos maiores festivais internacionais de folclore, culturas e artes, para a criação de um museu do traje no concelho.
A exposição, inaugurada nessa noite, reúne 110 trajes tradicionais, entre eles cerca de quatro dezenas internacionais, e inclui ainda cerca de dez fatos cedidos por outras organizações e municípios que representam várias regiões do país. A mostra, que recria cenários, com manequins e até um barco e um cavalo, poderá ser o primeiro passo para um espaço museológico permanente dedicado ao traje e às tradições populares, conforme desafiou o presidente da Associação FIFCA, Ricardo Casebre.
A associação, com sede em Benfica do Ribatejo, concelho de Almeirim, possui actualmente cerca de 150 trajes de várias zonas do mundo, oferecidas por grupos participantes no festival internacional, além de trajes da região. O acervo, sublinha o presidente da associação, já justifica a criação de um pólo cultural dedicado à memória e identidade do território. Durante a inauguração, Ricardo Casebre destacou a importância de preservar as raízes culturais da região. “Se não soubermos qual é a nossa raiz andamos no mundo só porque andamos. Aqui mostramos a nossa essência: a lezíria, a charneca, o Tejo. Estas são as nossas raízes e é esse legado que queremos deixar para o futuro”, afirmou.
Ricardo Casebre sublinhou ainda a forte adesão do público na noite de abertura da exposição e aproveitou para dizer que estas peças são um legado que se deve deixar às gerações futuras e ao concelho. O dirigente realça também que um museu deste género contribuirá para atrair visitantes à cidade e que o festival lhe dará projecção internacional. “Isto não é meu nem da associação; é de todos os almeirinenses. Temos de criar aqui um verdadeiro pólo cultural”, disse, acrescentando que “os grupos internacionais fotografam e divulgam as nossas tradições. Ao deixarem aqui o seu traje, ficam eternizados para as gerações futuras.”
A exposição estará patente até 11 de Maio, aberta de segunda a sexta-feira das 10h00 às 18h00, e aos fins-de-semana das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00. Para escolas, lares e instituições existe um serviço educativo com visitas orientadas, mediante marcação.


