Cultura | 20-04-2026 10:00

Festival “Políticas à P’Arte” leva arte e cidadania a Arruda dos Vinhos

teatro palco espectáculo ILUSTRATIVA
foto ilustrativa

Promovido pelo município, o festival afirma-se como um espaço plural de encontro entre artistas e público, apostando numa abordagem acessível e informal à política enquanto dimensão colectiva da vida em sociedade.

Entre os dias 23 de Abril e 1 de Maio, o concelho de Arruda dos Vinhos recebe o Festival “Políticas à P’Arte”, uma iniciativa cultural que propõe cruzar expressão artística com reflexão política e participação cívica. Sob o mote “A arte a fazer política”, o evento integra-se no espírito das comemorações de Revolução de 25 de Abril, convidando a comunidade a pensar temas como democracia, direitos humanos e memória histórica.
Promovido pelo município, o festival afirma-se como um espaço plural de encontro entre artistas e público, apostando numa abordagem acessível e informal à política enquanto dimensão colectiva da vida em sociedade. Através de diferentes linguagens - do cinema ao teatro, da literatura à música e poesia - a programação incentiva o pensamento crítico e o diálogo aberto.
Em comunicado o município refere que ao longo de vários espaços culturais do concelho, a iniciativa dirige-se tanto às escolas como ao público em geral, promovendo momentos de contacto directo com criadores. Conversas após espectáculos e sessões reforçam essa proximidade, criando oportunidades de debate e partilha de perspectivas.
A programação arranca a 23 de Abril com a exibição do documentário “O Palácio de Cidadãos”, de Rui Pires, que propõe uma reflexão crítica sobre a democracia portuguesa. No dia seguinte, o escritor David Machado participa num encontro literário centrado na sua obra, seguido, na mesma data, por um concerto de Tó Trips & Fake Latinos.
O cinema regressa a 26 de Abril com “Por ti, Portugal, eu juro!”, de Sofia da Palma Rodrigues e Diogo Cardoso, que aborda a história dos Comandos Africanos da Guiné. No dia 27, o teatro traz “Era uma vez um país a preto e branco: estórias de Abril”, um espectáculo inspirado em testemunhos da ditadura e da revolução.
A programação continua com “O pior professor do mundo” (28 de Abril), uma peça que mistura humor e crítica social, e com a curta documental “Free Fish”, de Bisan Owda, exibida a 29 de Abril, que retrata o quotidiano em Gaza.
No dia 30 de Abril, a poesia ganha destaque com “Deambulações Poéticas”, por Maria Lis. O festival encerra a 1 de Maio com “Desver”, uma performance de Joana Craveiro que cruza memória pessoal e criação artística num contexto político.
Mais do que um conjunto de espectáculos, o “Políticas à P’Arte” assume-se como um convite à participação activa e à construção de uma cidadania informada, reforçando o papel da cultura como ferramenta essencial para compreender e transformar a sociedade.

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