Entroncamento põe a ferrovia no centro do turismo
Museu Nacional Ferroviário recebeu uma conferência internacional que juntou especialistas de vários países para discutir como o património ferroviário pode impulsionar o turismo, a cultura e o desenvolvimento dos territórios.
O Entroncamento recebeu no dia 15 de Abril uma conferência internacional dedicada ao turismo industrial e ferroviário, numa iniciativa realizada no Museu Nacional Ferroviário que reuniu especialistas, investigadores, responsáveis institucionais e profissionais do sector de vários países. O encontro colocou a ferrovia no centro da discussão sobre o futuro dos territórios, sublinhando o seu valor não apenas enquanto memória histórica, mas também como recurso com potencial turístico, cultural e económico. Ao longo da conferência foram abordados temas como a preservação da memória ferroviária, o turismo industrial, a sustentabilidade e o desenvolvimento regional, numa reflexão alargada sobre novas formas de valorizar o património e colocá-lo ao serviço das comunidades.
Em representação do presidente da Câmara Municipal do Entroncamento, esteve a chefe de gabinete, Guiomar Messias, que destacou a importância da iniciativa para afirmar a ferrovia como um activo estratégico para o concelho e para o país. Na sessão de abertura foi realçada a necessidade de olhar para este património de forma integrada, conjugando identidade, inovação e atractividade turística. A conferência serviu ainda para reforçar o papel do Entroncamento enquanto território de referência na ligação à história ferroviária nacional, tirando partido da centralidade do concelho e da relevância do Museu Nacional Ferroviário enquanto espaço de preservação, estudo e divulgação deste legado.
O encontro marcou também o arranque público do projecto “Viajar no Tempo, Ferrovia entre o Vouga e o Dão”, uma iniciativa que evidencia a aposta na valorização do património ferroviário e na criação de projectos ligados à cultura, ao turismo e à sustentabilidade. A proposta pretende cruzar memória, território e mobilidade, abrindo novas perspectivas para a dinamização económica e cultural.


