Escuteiros aprendem cedo a importância de trabalhar em equipa e em prol da sociedade
Entrou aos cinco anos para os escuteiros e nunca mais saiu. Aos 52, Alexandre Carvalho lidera o Agrupamento 65 de Torres Novas e continua a acreditar que o escutismo é uma resposta necessária para uma geração cada vez mais fechada sobre si própria, mais dependente da tecnologia e menos habituada a viver em grupo. Esta quinta-feira assinala-se o Dia Mundial do Escutismo.
O escutismo continua a ser uma das formas mais completas de formação de crianças e jovens, não apenas pela ligação à natureza ou pelas actividades ao ar livre, mas porque ensina a decidir, a organizar, a trabalhar em grupo e a assumir compromissos. A opinião é de Alexandre Carvalho, chefe do Agrupamento 65 de Torres Novas do Corpo Nacional de Escutas que conta actualmente com 137 elementos, onde as crianças e jovens são desafiados a participar activamente na construção das actividades, desde o planeamento até à angariação de fundos.
Esse modelo já levou, por exemplo, um grupo de jovens deste agrupamento do distrito de Santarém a preparar durante um ano uma viagem de nove dias à Noruega. Para o próximo ano está já em marcha outro grande objectivo: levar um grupo até Kandersteg, na Suíça, um dos centros mundiais do escutismo. Mais do que viajar, destaca numa conversa a propósito do Dia Mundial do Escutismo que se assinala a 23 de Abril, trata-se de aprender que os sonhos exigem tempo, preparação e trabalho colectivo.
Ao longo do ano, o agrupamento envolve-se também em projectos de impacto comunitário e ambiental. Alexandre Carvalho destaca a recolha e plantação de bolotas para recuperação de áreas florestais na Serra de Aire e Candeeiros, a participação na campanha Coração Delta, em apoio a seniores e idosos do concelho, e visitas ao lar de São José em Terras Pretas, ou, ainda, a colaboração em acções de monitorização da vespa asiática, em articulação com a protecção civil.
*Artigo completo na próxima edição semanal de O MIRANTE


