Cultura | 28-04-2026 18:00

Coros dos Comuns põe o Médio Tejo a cantar e transforma vozes em comunidade

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Projecto da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo é prova viva de como o canto colectivo pode ser uma ferramenta poderosa de socialização e integração social. De Abrantes ao Entroncamento, no Médio Tejo, o canto faz-se a muitas vozes e é resultado de uma criação colectiva. O Dia Mundial da Voz assinalou-se a 16 de Abril.

Nasceu em 2024, começou a ganhar corpo em 2025 e é hoje mais do que um simples coro. O projecto Coros dos Comuns, abraçado pelo programa Caminhos, da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMLT), parte de uma ideia tão simples quanto poderosa: “cantar é mesmo para todos”. E é a partir dessa convicção, explica o maestro Vítor Ferreira, que tem vindo a juntar dezenas de pessoas de diferentes idades, profissões e estratos sociais num processo artístico comunitário onde cada participante não leva apenas a voz, mas também memórias, ideias, poesia e repertório que vai desde canções da Beira Alta ao Ribatejo. “Há muita gente sedenta por estar junta, que quer cantar em conjunto e fazer do canto um chão comum”, afirma.
O projecto encontrou na estrutura e no programa Caminhos o terreno para progredir. Inserido numa linha de práticas artísticas comunitárias cada vez mais presentes, o Coros dos Comuns tem na música o seu ponto de encontro e na construção colectiva a principal marca identitária. Não há um modelo rígido nem um repertório fechado à partida, faz notar o maestro responsável. O que existe é uma espécie de página em branco, onde o grupo vai escrevendo o espectáculo a várias mãos. Foi isso que aconteceu em 2025, quando o projecto arrancou em Constância e no Entroncamento, e é isso que continua a acontecer este ano, com a extensão a Abrantes e Vila Nova da Barquinha. Actualmente, os colectivos em actividade reúnem cerca de 66 pessoas, distribuídas por dois núcleos: um que junta Constância e Entroncamento e outro que agrega Abrantes e Barquinha. Pelo caminho, o projecto passou também por Mação, Tomar e Figueira da Foz.
Mais do que ensinar pessoas a cantar, o Coros dos Comuns propõe-se criar um espaço de encontro. E esse aspecto, segundo Vítor Ferreira, tem-se revelado ainda mais forte do que o esperado. Há participantes com experiência em canto, outros ligados ao associativismo, alguns cantores de música tradicional ou ligeira, mas também há quem admita que até aqui “só cantava no banho”. Muitos chegam sozinhos, outros por convite, outros ainda porque sentiram necessidade de fazer algo novo, de sair da solidão, de encontrar um lugar onde a arte e a convivência se cruzam de forma positiva.
Paula Grosso, com 47 anos e de Abrantes, e Cláudia Plácido, com 53 anos e de Vila Nova da Barquinha, conheceram a iniciativa através das redes sociais e decidiram inscrever-se, apesar de não terem experiência musical prévia. “Sempre gostei de cantar, mas nunca cantei em público. Só no carro ou no duche”, conta a primeira entre risos, explicando que o facto de ser um coro aberto a todos a levou a arriscar. Rosa Maria, por sua vez, chegou ao coro por convite do município do Entroncamento e, aos 67 anos, encontrou no projecto uma nova forma de continuar uma ligação antiga ao canto.

Um palco onde cada voz e ideia contam
As sessões semanais, que muitas vezes ultrapassam as duas horas, não se esgotam no ensaio formal. Prolongam-se em contactos, trocas de ideias, sugestões de canções, poemas, mensagens e propostas cénicas que continuam a ser trabalhadas fora dali. O projecto, destacam Paula Grosso e Cláudia Plácido, é uma forma de conhecer novas pessoas e de se promover o contacto entre gerações. “Falamos de tudo e saímos da nossa bolha, o que é óptimo”, sublinham. Fátima Ramada, também da Barquinha, acrescenta que essa diversidade torna o coro “uma amostra de comunidade”, onde cada voz acrescenta algo.
A utilização da voz como forma de expressão e de construção cultural é outro dos aspectos marcantes, salientando Paula Grosso que a voz “é o que temos para comunicar” e que “antes de escrevermos, antes de tudo, tínhamos a voz”. O projecto deu a muitos a confiança para se exporem de uma forma que nunca tinham experimentado, considerando Rosa Maria que “a voz é verdadeiramente uma arma que deve ser usada” para a coesão social.
No Coro dos Comuns cada grupo constrói a sua identidade própria e escolhe também o seu fio condutor. Este ano, o colectivo de Constância e Entroncamento escolheu a alegria como mote; já o de Abrantes e Barquinha construiu o seu universo em torno da ideia de piquenique. Em ambos há variações que vão da música tradicional portuguesa à música ligeira, fado, temas líricos e até criações originais nascidas dentro do próprio grupo, com alguns dos participantes a aventurarem-se, pela primeira vez, na escrita de poemas e letras, que acabaram transformadas em canções. O resultado é um espectáculo onde o colectivo prevalece, mas onde cada pessoa encontra também espaço para se afirmar, contribuindo com o seu corpo, a sua voz e a sua história.

Próximos espectáculos em Abrantes e Barquinha

Na orientação artística, Vítor Ferreira diz que neste projecto assume, por isso, um papel de pivô e facilitador, acompanhado por outras “vozes-guia”, entre elas a soprano Carla Farias e Daniela Antunes, percussionista e cantora, que introduz jogos rítmicos, exercícios de relaxamento e dinâmicas de coesão de grupo. O ambiente dos ensaios, garante a equipa, é feito de descoberta, escuta e construção mútua. Os próximos espectáculos, ambos de entrada livre, estão marcados para 3 de Maio, às 21h00, no Claustro do Convento de São Domingos, em Abrantes, e para 9 de Maio, à mesma hora, no edifício dos bombeiros de Vila Nova da Barquinha.

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