Cultura | 12-05-2026 18:00

Eleição dos Embaixadores da Vinha e do Vinho do Cartaxo vão ter prova de oratória na hora do desfile

Eleição dos Embaixadores da Vinha e do Vinho do Cartaxo vão ter prova de oratória na hora do desfile
Prova de oratória passa a integrar o concurso no concelho que se assume como capital do vinho e da vinha - foto arquivo O MIRANTE

Concurso que durante anos ficou associado à eleição do Rei e da Rainha das Vindimas passa a valorizar a capacidade de comunicação dos candidatos. Câmara do Cartaxo quer embaixadores capazes de representar o concelho em eventos de promoção turística e vínica.

A Câmara Municipal do Cartaxo aprovou por unanimidade, na reunião de 16 de Abril, alterações às normas de eleição dos Embaixadores da Vinha e do Vinho do Concelho do Cartaxo para 2026. O concurso, historicamente conhecido como eleição do Rei e da Rainha das Vindimas, deixa de valorizar critérios como a beleza e a capacidade de desfile, passando a incluir uma prova de oratória perante o público. A proposta foi apresentada pela vereadora Maria João Oliveira, que justificou a alteração com a necessidade de escolher representantes com maior capacidade de comunicação. Segundo a autarca, os embaixadores eleitos representam o município em eventos como a Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL) e a Festa do Vinho do Cartaxo, pelo que devem estar preparados para falar em público e promover o concelho, a vinha, o vinho e a sua identidade cultural.
A mudança procura adaptar o certame aos tempos actuais, dando mais peso à representação institucional e à promoção do território. A prova de oratória será feita em palco, perante o público, permitindo avaliar a forma como cada candidato comunica, transmite ideias e defende a ligação do Cartaxo ao sector vitivinícola.
O vereador Ricardo Magalhães, eleito pelo PS, defendeu a importância de preservar a história e a tradição do concurso, recordando a dimensão que a eleição da Rainha e do Rei das Vindimas tinha há duas ou três décadas. O autarca considerou essencial encontrar um equilíbrio entre tradição e modernidade, alertando que um investimento excessivo em marketing pode descaracterizar o património cultural associado ao evento. Para Ricardo Magalhães, o caminho deve passar pelo reforço da comunicação e do turismo, mas sem romper com a essência do certame. Também Luís Albuquerque, vereador do Chega, saudou a iniciativa, mas defendeu que o Cartaxo deve ter uma ambição mais alargada. O eleito sublinhou que o concelho, assumindo-se como capital do vinho e da vinha, deve apostar na preparação dos agentes económicos, na valorização da praia fluvial e na captação de mais turismo.
O presidente da câmara, João Heitor, anunciou que a Festa do Vinho de 2026 incluirá uma homenagem destinada a relançar a identidade do Cartaxo como capital do vinho. O autarca reconheceu, contudo, que há ainda muito trabalho por fazer, nomeadamente ao nível da capacidade hoteleira, da criação de programas turísticos e da articulação com os parceiros da Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo.

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