Cultura | 22-05-2026 12:00

Entrada paga na Festa Templária gera discussão política em Tomar

Entrada paga na Festa Templária gera discussão política em Tomar

Oposição socialista acusa executivo de transformar a festa num evento fechado e de afastar tomarenses, comércio e associações. Tiago Carrão defende que a cobrança é necessária para garantir sustentabilidade financeira e elevar a qualidade da programação.

A decisão da Câmara de Tomar de realizar a Festa Templária num recinto fechado e com entrada paga abriu uma nova frente de discussão política no concelho. O tema marcou a reunião de câmara de 18 de Maio, com os vereadores do PS a criticarem duramente o modelo adoptado pelo executivo liderado por Tiago Carrão. A vereadora Filipa Fernandes considerou que a autarquia deve, antes de mais, “dar a ganhar à sua comunidade” e não assumir uma lógica de “empresa de eventos”. Para a eleita socialista, a cobrança de entrada surge num momento de dificuldades económicas para muitas famílias e pode afastar os tomarenses de uma festa que deve ser identitária e aberta à população. Filipa Fernandes criticou ainda o que considera ser uma mudança de discurso por parte do actual presidente, lembrando que Tiago Carrão, enquanto vereador da oposição, criticava o excesso de eventos promovidos pela autarquia. Também o vereador Hugo Cristóvão contestou a opção, classificando-a como errada do ponto de vista político, financeiro e social. O socialista alertou que a medida pode “afastar os tomarenses da festa” e ter reflexos negativos nas associações locais, para quem as tasquinhas representam, em muitos casos, uma das principais fontes de receita anual.
Tiago Carrão rejeitou as críticas e justificou a decisão com a necessidade de garantir a sustentabilidade financeira dos eventos municipais. Para o presidente da câmara é fundamental que as iniciativas tenham capacidade de gerar receita para permitir reinvestimento e melhoria da qualidade. “A sustentabilidade financeira daquilo que fazemos é fundamental para que possamos reinvestir e ter eventos noutro patamar de qualidade”, afirmou. O autarca acrescentou que a entrada paga permitirá, pela primeira vez, conhecer com maior rigor o número de visitantes da Festa Templária, criando instrumentos de avaliação mais claros. Tiago Carrão reconheceu que existem visões diferentes sobre o modelo, mas defendeu que a autarquia deve organizar os eventos com base em dados concretos, capacidade de controlo e análise dos resultados.

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