Cultura | 27-05-2026 14:44

Chocalhos voltam a dar som à feira mais antiga da Chamusca

Chocalhos voltam a dar som à feira mais antiga da Chamusca

Feira de S. Pedro e do Chocalho regressa ao Chouto de 26 a 28 de Junho, com três dias de música, tradição, gastronomia, artesanato e memória rural. Augusto Canário, Belito Campos e Descendentes são os cabeças-de-cartaz de um certame que continua a celebrar as raízes do concelho.

O Chouto volta a ser ponto de encontro das gentes da charneca com mais uma edição da Feira de S. Pedro e do Chocalho, que decorre entre 26 e 28 de Junho. Considerada a feira mais antiga do concelho da Chamusca, a iniciativa é organizada pelo município da Chamusca e pela União das Freguesias da Parreira e Chouto. Durante três dias, o certame promete afirmar-se como uma montra da cultura e da tradição ribatejana, com música, exposições, actividades desportivas, gastronomia, folclore, artesanato, produtos locais e animação para todas as idades. A programação musical conta com Belito Campos no dia 26, Descendentes no dia 27 e Augusto Canário no encerramento, a 28 de Junho. A festa prolonga-se pela noite dentro na tenda S. Pedro, com animação a cargo do DJ Hot Crazy Boy, na sexta-feira, e do DJ L_Barral, no sábado. Um dos momentos mais aguardados é a Feira de Levante e Mercado, marcada para domingo, mantendo viva uma das tradições mais emblemáticas da localidade.
Os chocalhos, de diferentes tamanhos e sonoridades, continuam a ocupar lugar central no certame. Ao lado das tradicionais bancas de quinquilharias, bugigangas, roupa, artesanato, fruta e produtos locais, são símbolo de uma feira que nasceu ligada ao mundo rural e ao trabalho dos pastores e boieiros. A história recorda que eram eles os primeiros a juntar-se no Chouto, aproveitando a época de ajuste de trabalho e de troca de chocalhos para o gado. No dia de São Pedro, à sombra dos sobreiros, discutiam-se as “comedrias” e acertavam-se as condições para guardar rebanhos de ovelhas, cabras e varas de porcos. Com o passar dos anos, a troca de chocalhos deu lugar a um comércio mais alargado, abrindo espaço a artesãos, comerciantes de utensílios agrícolas e vendedores de produtos ligados ao quotidiano rural. Baldes, púcaros de leite, cardas para forrar tamancas e outros artigos marcaram durante décadas a identidade da feira.

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