Artur Bual, pintor que cresceu em Torres Novas e estudou em Santarém, homenageado no centenário
Centenário de Artur Bual, um dos nomes maiores do expressionismo português, é assinalado na Amadora com três exposições e cerca de 260 obras.
O centenário do nascimento de Artur Bual, um dos grandes nomes do expressionismo português, vai ser assinalado na Amadora com três exposições que reúnem cerca de 260 obras. A homenagem evoca também a ligação do artista ao Ribatejo: embora tenha nascido em Lisboa, Bual passou a infância em Torres Novas e iniciou os estudos em Santarém, antes de se fixar na Amadora, cidade onde consolidou grande parte do seu percurso artístico. As comemorações dos 100 anos do nascimento de Artur Mendes de Sousa Bual (1926-1999) arrancaram na quinta-feira, 28 de Maio, com entrada gratuita, e pretendem valorizar a obra de um artista considerado pela Câmara Municipal da Amadora como “um dos maiores pintores da segunda metade do século XX português”. Pintor, escultor e ceramista, Artur Bual é apontado como pioneiro da pintura gestual em Portugal, com uma obra marcada pelo expressionismo e por uma abordagem livre e multifacetada às artes plásticas.
Artur Bual nasceu em Lisboa, a 16 de Agosto de 1926, mas a sua biografia cruza-se cedo com Torres Novas e Santarém, territórios onde viveu parte da infância e iniciou a formação escolar. Na década de 1950 fixou-se na Amadora, onde viveu, trabalhou e deixou uma marca profunda na identidade cultural do concelho até à sua morte, em 1999. As três exposições são comissariadas por Joaquim Franco, jornalista e investigador em ciência das religiões, em colaboração com a família do artista. As comemorações pretendem reforçar a ligação histórica entre Artur Bual e a Amadora, sem esquecer as raízes ribatejanas de um percurso artístico que ganhou dimensão nacional.


