Cultura | 09-06-2026 12:00

Filarmónica da Carregueira regressa a casa e ganha novo fôlego antes do centenário

Filarmónica da Carregueira regressa a casa e ganha novo fôlego antes do centenário
Filarmónica da Carregueira celebrou 90 anos ao serviço da comunidade - foto DR

Sociedade Filarmónica de Instrução e Recreio Carregueirense “Victória” celebrou, no sábado, 30 de Maio, o 96.º aniversário com a reinauguração da sede, depois de anos de dificuldades, ensaios em espaços improvisados e uma obra que mobilizou dirigentes, autarcas, músicos e comunidade.

A cerimónia de reinauguração da sede da Sociedade Filarmónica de Instrução e Recreio Carregueirense “Victória”, no dia em que a colectividade assinalou 96 anos de vida, foi marcada por palavras de reconhecimento, emoção e compromisso político. O presidente da Junta de Freguesia da Carregueira, Joel Marques, recordou o 90.º aniversário da filarmónica, celebrado em 2020, em plena pandemia, no polidesportivo, sublinhando que nessa altura já tinha afirmado que “quanto mais anos a filarmónica faz, mais jovem se torna”. Repetiu agora a ideia, defendendo que a nova sede dá à colectividade condições para sonhar, reinventar-se e continuar a trabalhar com a escola de música e a banda principal. Para o autarca, o valor da filarmónica vai muito além da música: é uma escola de homens e mulheres, de valores e de desenvolvimento pessoal. Joel Marques destacou antigos alunos que seguiram carreiras ligadas à música e lembrou o papel da colectividade na projecção de jovens da freguesia. Deixou também uma palavra de reconhecimento à presidente Maria Eduarda Caetano e às direcções anteriores que, em tempos difíceis, agarraram o desafio de requalificar a casa. O presidente anunciou ainda o apoio financeiro da freguesia à obra, através de um protocolo que representa cerca de um quarto do financiamento anual recebido pela autarquia para as suas competências próprias.
Também o presidente da Câmara Municipal da Chamusca, Nuno Mira, valorizou o simbolismo do momento. Recordou que, quando foi eleito, assumiu que a situação da sede da filarmónica era um assunto pendente que tinha de ser resolvido. O autarca saudou a direcção, os sócios, os músicos e as associações presentes, frisando que a Banda Filarmónica da Carregueira é conhecida em todo o concelho e representa um património imaterial da Chamusca. Nuno Mira garantiu que o município estará sempre disponível para trabalhar “olhos nos olhos, lado a lado” com a direcção, com o objectivo de resolver problemas e assegurar que a colectividade continua a formar músicos, formar pessoas e levar o nome da freguesia e do concelho pelo país fora.
A colectividade, que tinha sido obrigada a deixar a sede por falta de condições, viveu nos últimos anos entre salas improvisadas, aulas repartidas por vários espaços e ensaios longe da casa que sempre foi o seu centro. Em Março, O MIRANTE noticiava que a filarmónica precisava de 150 mil euros para concluir a requalificação, depois de a obra ter aumentado com a necessidade de isolamento acústico adequado. A associação mantinha então cerca de 40 músicos, 28 alunos na escola de música e a campanha “Voltar a Casa” para angariar fundos.

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