Cultura | 16-06-2026 21:00

Livro sobre atentado ao papa João Paulo II em Fátima editado pela Câmara de Ourém

microfone e livro
foto ilustrativa

A obra sobre o atentado de 1982 no Santuário de Fátima resulta das jornadas Direito Criminal da Comarca de Santarém sobre o caso e exposição de peças relacionadas com o atentado e o julgamento, iniciativas que decorreram em 2022. O livro, além de fotografias, também assinala a preservação definitiva dos autos no Arquivo Nacional da Torre do Tombo.

O livro que reúne os trabalhos das II Jornadas de Direito Criminal da Comarca de Santarém, dedicadas aos 40 anos do processo‑crime do atentado de 12 de Maio de 1982 contra o Papa João Paulo II, no Santuário de Fátima, vai ser apresentado no dia 1 de Julho, às 15h, no Auditório do Conservatório de Música e Artes do Centro, em Fátima. A obra recupera a história judicial do atentado, o percurso dos autos e o julgamento no Tribunal de Ourém, que estiveram expostos numa exposição na cidade, que atraiu centenas de visitantes.
A exposição, que esteve patente no Castelo de Ourém em 2022, permitiu ver, pela primeira vez, peças originais do processo, correspondência oficial, registos fotográficos e documentação produzida pelas autoridades portuguesas na sequência do ataque. A exposição foi essencial para que se conseguisse cerca de um ano depois da iniciativa a transferência do processo para o Arquivo Nacional da Torre do Tombo, onde o conjunto documental passou a integrar o acervo permanente.
Editado pela Câmara Municipal de Ourém, que partilha a coordenação da obra com o Tribunal Judicial da Comarca de Santarém, que gere os tribunais do distrito, o livro reúne comunicações, discursos e análises apresentadas nas jornadas realizadas a 4 de Novembro de 2022, além de contextualização histórica e jurídica sobre o atentado e sobre o tratamento processual do caso em Portugal. Vão ser produzidos 750 exemplares do livro.
O livro reúne as comunicações feitas nas jornadas de intervenientes como o então juiz presidente da Comarca de Santarém; dos juízes adjuntos do colectivo que julgou o caso, Santos Cabral e Joaquim Soares Rebelo; da ex-ministra da justiça, Catarina Sarmento e Castro; do antigo presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Henrique Araújo, bem como de outros intervenientes, como o presidente da câmara, Luís Albuquerque.

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