Cultura | 17-06-2026 10:00

Exposição revisita cinco séculos de história da Rua Direita de Vila Franca de Xira

Exposição revisita cinco séculos de história da Rua Direita de Vila Franca de Xira
Mostra abriu ao público no final de Maio e fica patente até Outubro no Núcleo Museológico do Mártir Santo - FOTO CM Vila Franca de Xira

A exposição “Do Mártir Santo à Galache”, inaugurada no Núcleo Museológico do Mártir Santo, convida os visitantes a descobrir mais de cinco séculos de história da Rua Direita de Vila Franca de Xira, através de fotografias, documentos, objectos e testemunhos da comunidade.

O Museu Municipal de Vila Franca de Xira inaugurou, a 30 de Maio, a exposição “Do Mártir Santo à Galache”, uma mostra que convida os visitantes a percorrerem a história da Rua Dr. Miguel Bombarda, popularmente conhecida como Rua Direita, através de uma viagem que atravessa mais de cinco séculos de memória colectiva. Patente no Núcleo Museológico do Mártir Santo, instalado na Igreja do Mártir Santo São Sebastião, a exposição reúne fotografias, documentos, objectos e testemunhos que ajudam a reconstruir a evolução daquela que foi uma das principais artérias da cidade desde o final do século XVI até à actualidade. A exposição pode ser visitada até 11 de Outubro com entrada gratuita.
Entre os elementos expostos encontram-se registos de baptizados celebrados na Igreja do Mártir Santo, fotografias de casamentos realizados na Rua Direita, antigos carimbos comerciais, imagens de estabelecimentos que ali funcionaram ao longo dos anos e diversas curiosidades publicadas sobre a zona que O MIRANTE já dera a conhecer anteriormente. O objectivo é preservar e divulgar a memória de um espaço profundamente ligado à identidade vilafranquense. Durante a inauguração, o presidente da Câmara de Vila Franca de Xira, Fernando Paulo Ferreira, destacou o contributo da população para a concretização da iniciativa. “Nesta exposição está muita colaboração das pessoas de Vila Franca de Xira que viveram na Rua Direita, tiveram familiares que já cá estavam no passado e que nos contam também a sua história”, afirmou.
O autarca sublinhou ainda o carácter participativo e contínuo do projecto, salientando que a exposição permanecerá aberta a novos contributos da comunidade. “Se há exposição em permanente evolução é esta, porque se mantém aberta a disponibilidade da câmara para continuar a receber os contributos, os objectos, as fotografias, as histórias de todas as pessoas, para virem enriquecer a nossa memória”, acrescentou.
Idalina Mesquita e Inês Rodrigues são as curadoras da mostra. Durante a pesquisa e recolha de informação para a exposição, as curadoras descobriram que o semanário “O Pensamento” teve sede na Rua Direita. Naquela artéria existiram também uma tipografia, um ferro-velho, um restaurante, um sapateiro e, mais tarde, funerárias e sapatarias. “Pode ser muito curioso para quem conhece a cidade como está agora, imaginar que alguém de uma geração anterior conheceu outras vivências. Há todo um historial para trás que, sempre que consigamos identificar nas fontes, estará referido na exposição”, explicava Idalina Mesquita a O MIRANTE.

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