Renault 4L voltaram a Benavente com memória, afectos e tradição à boleia
O quinto encontro organizado pela Bastos & Silva reuniu 35 viaturas do modelo Renaul 4L e cerca de 80 participantes, numa jornada que passou por várias freguesias do concelho e juntou automóveis clássicos, campinos, cabrestos, fandango e folclore.
Benavente recebeu o 5.º Passeio de Renault 4L, numa iniciativa promovida pela Bastos & Silva, Lda., empresa de venda e assistência de automóveis, representante das marcas Renault e Dacia, que completa este ano 44 anos de actividade. O encontro juntou 35 viaturas e cerca de 80 pessoas, num dia que, segundo Jacinta Serafim, gerente da empresa, correu muito bem e foi bastante animado. A responsável sublinha que a Renault 4L é um clássico da Renault e que a Bastos & Silva, pela sua longa ligação ao sector automóvel, foi acompanhando o percurso do modelo ao longo das décadas.
“A 4L é uma relíquia que existe na Renault”, reforçou Jacinta Serafim, lembrando que José Serafim, também gerente da empresa, é “amante da Renault 4L desde sempre” e tem vindo a organizar estes encontros precisamente por essa ligação afectiva e profissional ao modelo. Para José Serafim, o passeio voltou a ser um dia especial, integrado num percurso que começou em 2019 e que chegou agora ao quinto encontro. “Sou fã do modelo 4L. Não nasci numa 4L, mas estou na Renault há 53 anos, portanto, faz parte do meu ADN”, afirmou.
O empresário iniciou a carreira como mecânico na Renault e fundou a Bastos & Silva em 1982, empresa onde continua como gerente. “Quero continuar a fazer estes passeios”, disse, orgulhoso por conseguir reunir participantes “do país inteiro” em torno de um automóvel que considera marcante na história da marca e na memória de várias gerações.
Entre as viaturas presentes, a mais antiga foi, segundo José Serafim, de 1966 ou 1967. Para o gerente da Bastos & Silva, a Renault 4L foi uma viatura “especial” porque chegou ao mercado como um carro simples, acessível e versátil, numa época em que muitas famílias, agricultores, industriais e empresas precisavam de soluções económicas. “Foi um carro que, depois de terminar a II Guerra Mundial, a Renault lançou para desenvolver tudo e com pouco dinheiro. Quem tinha poucos recursos conseguia ter uma Renault 4L. Eram os chamados jipes dos pobres”, recordou José Serafim, destacando a importância que o modelo acabou por ter.
O passeio começou nas instalações da Bastos & Silva e seguiu depois para o Parque 25 de Abril, no centro de Benavente, onde as viaturas estiveram em exposição. A manhã cruzou o espírito automóvel com elementos da tradição ribatejana, incluindo a recepção de campinos e cabrestos, bem como a actuação dos Fandanguistas e do Rancho Típico Saia Rodada. Depois da passagem pelo centro da vila, o percurso seguiu por algumas freguesias do concelho de Benavente. Os participantes passaram pela Barrosa e pelos Foros da Charneca, almoçaram em Santo Estêvão, visitaram uma escola de hipismo e terminaram a jornada com um lanche partilhado.


