Cultura | 22-06-2026 18:25

“A inteligência do Lugar: do colapso global à vida local”.

“A inteligência do Lugar: do colapso global à vida local”.

Carlos Cupeto vem a Santarém falar do seu novo livro que vai ser apresentado na Casa do Brasil, em Santarém, dia 25 de junho, às horas. João Leite, presidente da câmara de Santarém e Alvará Beleza, presidente da SEDES, são duas das presenças confirmadas que prometem responder a um dos temas mais caros do livro que é “pensar o “Lugar” como caminho do presente e do futuro num mundo conturbado onde o desafio não é ambiental mas civilizacional”.

Carlos Alberto Cupeto nasceu em Cano (Sousel) e cresceu em Évora. É geólogo de formação pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e professor na Universidade de Évora desde 1987, onde cruza ciência da Terra, água e território com as questões maiores do nosso tempo: ambiente, sustentabilidade e modos de vida.

Na sua vida profissional exerceu cargos dirigentes no Ministério do Ambiente, nomeadamente como responsável no INAG e na ARH do Tejo. É ainda fundador da empresa TTerra – Engenharia e Ambiente e da APEMETA, onde pertenceu à direção durante dois mandatos. A sua militância faz com que seja presença regular na imprensa e na rádio, onde escreve e fala permanentemente sobre a inteligência do lugar que agora serviu para título do seu livro, onde os assuntos mais pertinentes são precisamente sobre ambiente, território e transição ecológica.

Participamos, ou continuamos a assistir?

Em conversa com O MIRANTE, Carlos Cupeto assume que o seu livro vai servir para continuar o caminho de defesa do Lugar e propõe que todos os leitores que queiram aparecer na Casa do Brasil aceitem o desafio de conversarem não só sobre o tema do título do livro, mas também sobre ” comunidade e pertença, crise civilizacional, vida local, limites planetários, consumismo insaciável e transição ecológica”.

Respigamos algumas frases fortes do livro, que ajudam a perceber a sua importância no contexto em que vivemos, quando falta governo e autoridade na gestão dos principais problemas que nos afundam em várias crises sempre em crescendo.

”O global não tem endereço, referências ou números de telemóvel.” “Vamos sempre a tempo, mesmo que muitas e muitas vezes tal não nos pareça possível, mas o caminho começa a partir de cada um, do seu ou seus lugares”. O problema não é ambiental, é civilizacional.” “Rapidamente fiquei convicto que a sustentabilidade aceite e apregoada chega a ser ridícula, e é cada vez mais uma sustentabilidade insustentável.” “Só com uma profunda mudança é possível recalibrar, restaurar e regenerar os ciclos e ecossistemas que são a Vida.” “O problema é cultural, não apenas técnico, nem apocalipse inevitável, nem otimismo ingénuo”. “Tudo começa no lugar.” “O global depende sempre do local.” “Os ciclos naturais são a base invisível da vida. “O lugar dá à Humanidade tudo o que necessitamos, só no lugar temos tudo o que nos é essencial: recursos/alimentos, abrigo e segurança.”. “As megacidades afastam-nos da vida real e dos ciclos naturais.” “Recuperar a vida local é também reenraizar, dar tempo ao tempo, abrandar, cuidar do essencial.”“A regeneração começa no local, não com tecnologias milagrosas, mas com gente que cuida, age e resiste.” “A Terra é só uma e é finita.” “Só há futuro onde houver lugar.” “A vida local é mais do que uma solução, é a possibilidade de reencontrar o sentido.”

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