Oposição questiona sobre edifícios em risco no concelho do Cartaxo
Fissuras no muro da Escola José Tagarro estão a ser reparadas. Câmara diz que proprietários dos edifícios da Rua Miguel Correia Ramalho e da antiga Vinícola do Cartaxo avançaram com demolições, mas admite dificuldades em encontrar empresas especializadas.
A oposição voltou a levar à reunião de câmara do Cartaxo o estado de várias obras e situações problemáticas no concelho, entre fissuras em equipamentos públicos, danos em infraestruturas e edifícios degradados que colocam constrangimentos à circulação. Na reunião de 21 de Maio, o presidente da câmara, João Heitor, e o vice-presidente Pedro Reis garantiram que as intervenções estão em curso ou com datas previstas para breve. A vereadora Luísa Areosa questionou o executivo sobre as fissuras no muro da Escola José Tagarro e os varandins danificados da Ponte Dona Amélia. João Heitor assegurou que os trabalhos no muro da escola já foram iniciados. Quanto à Ponte Dona Amélia, o autarca recordou o incidente com um camião que agravou danos já existentes na estrutura e condenou a actuação do condutor. Sobre a reparação, explicou que terá de ser articulada com o município de Salvaterra de Magos, reconhecendo que nenhum dos dois municípios dispõe, neste momento, de capacidade financeira para uma intervenção mais profunda.
Ricardo Magalhães, do PS, chamou a atenção para um buraco numa via junto ao supermercado Auchan. João Heitor respondeu que se trata de uma estrada privada, da responsabilidade da empresa. O vereador socialista questionou ainda o ponto de situação da Rua Miguel Correia Ramalho, onde um edifício cedeu na sequência das tempestades. O vice-presidente Pedro Reis afirmou que os trabalhos de demolição ficaram a cargo dos proprietários, adiantando que grande parte da intervenção já estava concluída e que uma das faixas de rodagem poderia ser reaberta no dia seguinte. Também a demolição do edifício da antiga Vinícola do Cartaxo ficou prevista para a semana seguinte, com o objectivo de desobstruir a via. Pedro Reis sublinhou, contudo, que a escassez de empresas especializadas neste tipo de trabalhos tem sido um dos principais obstáculos à resolução mais célere de algumas situações.


