O piercing desafia preconceitos e é uma opção cada vez mais procurada
Fábio Ramalheira, body piercer há nove anos, destaca a evolução da mentalidade da sociedade e alerta para a importância dos cuidados e da escolha de locais especializados quando se opta pela colocação de um piercing no corpo.
O Dia Internacional do Piercing Corporal, assinalado a 28 de Junho, celebra uma prática que, ao longo dos últimos anos, tem conquistado cada vez mais pessoas, deixando para trás muitos dos preconceitos que a rodeavam. Para Fábio Ramalheira, tatuador e body piercer há nove anos, no Cartaxo a criação de um dia dedicado ao piercing representa um reconhecimento importante de uma arte e de uma profissão que durante muito tempo foram vistas com desconfiança. “Acho bonito porque dão valor ao nosso trabalho. Actualmente os piercings e as tatuagens já fazem parte da vida de muitas pessoas”, refere. Na sua opinião, a sociedade tem evoluído significativamente na forma como encara estas modificações corporais. “Antigamente era um tabu muito grande. Hoje as pessoas percebem que uma tatuagem ou um piercing não definem quem somos”, afirma, destacando que até em profissões e instituições mais conservadoras a aceitação é hoje maior.
Entre os piercings mais procurados pelos clientes estão os do nariz, das orelhas e dos lábios, embora existam novas tendências que nem sempre são aconselhadas pelos profissionais devido aos riscos associados. Fábio Ramalheira alerta que nem todos os piercings são adequados para todas as pessoas e que a informação prévia é fundamental.
O profissional sublinha ainda a importância dos cuidados após a colocação do piercing, apontando a falta de higiene e a manipulação excessiva da jóia como os erros mais frequentes. “Muitas complicações acontecem porque as pessoas não seguem os cuidados recomendados pelos profissionais”, explica. Outro dos alertas deixados por Fábio Ramalheira, o que mais destaca é a utilização de pistolas para perfuração, prática comum em algumas ourivesarias. Segundo o body piercer, a técnica com agulha é mais segura, especialmente em zonas com cartilagem, reduzindo o risco de lesões permanentes.
Apesar da crescente popularidade dos piercings, Fábio Ramalheira considera que continua a ser essencial procurar profissionais qualificados e espaços que cumpram rigorosas normas de higiene e segurança. “As pessoas devem informar-se, escolher um local de confiança e garantir que estão realmente decididas antes de fazer o seu primeiro piercing”, aconselha.


