Terras sem Sombra regressa a Coruche com música, património e natureza
O Trío Berenson actua na Igreja da Misericórdia, num fim-de-semana que inclui também visitas ao megalitismo e à biodiversidade do Vale do Sorraia.
O Festival Terras sem Sombra regressa a Coruche nos dias 11 e 12 de Julho, com três propostas de acesso livre e gratuito dedicadas à música, ao património e à natureza.
A Igreja da Misericórdia recebe, no sábado, 11 de Julho, às 21h30, o concerto “Cúspides do Sentimento: Uma Aproximação à Música dos Séculos XVIII-XX”, pelo Trío Berenson. O ensemble espanhol interpreta obras de Joseph Haydn, Antonín Dvořák e Joaquín Turina, num programa para violino, violoncelo e piano.
Fundado em 2012, no Conservatório Superior de Oviedo, o Trío Berenson apresenta-se em Coruche no âmbito da colaboração entre o Festival Terras sem Sombra, o Município de Coruche e a Embaixada de Espanha.
Antes do concerto, às 15h00, realiza-se a visita “Uma Rota Milenar: O Megalitismo na Região de Coruche”, orientada pelo arqueofotógrafo Manuel Dinis Cortes. O ponto de encontro é na Praça de Touros, seguindo-se um percurso por monumentos megalíticos do concelho, incluindo o núcleo de Água Doce e a Herdade do Azinhal.
No domingo, 12 de Julho, às 09h30, decorre a acção de salvaguarda da biodiversidade “Do Arroz ao Pinhão: Em Torno da Obra de Irrigação do Vale do Sorraia (1951-2026)”, com início na sede da Associação de Regantes e Beneficiários do Vale do Sorraia.
A iniciativa será orientada por Maria Teresa Ferreira, professora catedrática do Instituto Superior de Agronomia, e por José Núncio, director-delegado da Associação de Regantes e Beneficiários do Vale do Sorraia, propondo uma leitura da paisagem moldada pela água, entre agricultura, regadio e conservação da natureza.
Depois da estreia de Coruche no roteiro do festival, em 2024, o Terras sem Sombra volta ao concelho com o apoio da Direcção-Geral das Artes, do BPI/Fundação “la Caixa”, da CCDR Alentejo e com o Alto Patrocínio da Presidência da República.


