Sem Travão: a banda criada à pressa para tocar nas festas de Castanheira do Ribatejo
Um convite para actuar nas Festas de São João de Castanheira do Ribatejo levou um jovem de 16 anos a criar uma banda. Em menos de um mês arranjou um nome, reuniu três amigos músicos, preparou um espectáculo e estreou-se perante centenas de pessoas com os Sem Travão.
Em menos de um mês, Duarte Ralha Valente, 16 anos, juntou amigos músicos, criou uma banda, alinharam reportório, ensaiaram e estrearam-se nas festas de Castanheira do Ribatejo perante centenas de pessoas. Foi tudo muito rápido até os Sem Travão se estrearem em palco no dia 21 de Junho. Tudo começou em meados de Maio quando Duarte foi convidado para actuar nas Festas de São João de Castanheira do Ribatejo. O jovem aceitou o desafio, mas dias depois foi confrontado com uma questão inesperada: era necessário indicar o nome da banda para que o programa e os cartazes das festas pudessem seguir para impressão.
O problema era que a banda ainda não existia. Sem músicos reunidos nem nome escolhido, Duarte pediu alguns minutos para pensar e acabou por responder à organização com duas palavras: Sem Travão. Nascia assim o nome do projecto que viria a ganhar forma nas semanas seguintes. O primeiro convite foi dirigido a Martim, aluno da Escola de Rock de Alenquer, que aceitou integrar o grupo como baterista. Seguiu-se Francisco, colega de Duarte no Conservatório Regional Silva Marques, com aulas ministradas na Sociedade Euterpe Alhandrense, que assumiu o papel de baixista. A formação ficou completa com Margarida, a vocalista também aluna de canto no Conservatório Regional Silva Marques, em Alhandra.
O primeiro ensaio foi a 6 de Junho. Seguiram-se mais três sessões de preparação entre a Associação ACR Lugar das Quintas e uma sala da catequese do Centro Social Paroquial Casa de São José, em Castanheira do Ribatejo. Em menos de um mês, os quatro conseguiram preparar um espectáculo completo, conciliando a música com a escola, o desporto e a vida familiar. “É um exemplo de que a nossa região continua viva, forte e repleta de jovens com enorme potencial, merecendo um compromisso contínuo de apoio e investimento. Esse apoio deve chegar a todos, independentemente da sua condição financeira, garantindo igualdade de oportunidades no acesso à música, às artes, ao desporto e à cultura”, considera Rui Ralha Valente, pai de Duarte.


