Cultura | 26-07-2026 21:00

Tomar a Dança leva formação e criatividade aos palcos da cidade

Tomar a Dança leva formação e criatividade aos palcos da cidade
Paula Lança - foto O MIRANTE

Projecto reuniu 43 jovens bailarinos de cinco escolas do país, aproximando-os do universo profissional através de uma semana de formação intensiva, criação artística e espectáculos.

O Tomar a Dança voltou a transformar a cidade num espaço de formação, partilha e contacto directo com o mundo profissional da dança. Organizada pela Sociedade Filarmónica Gualdim Pais, a iniciativa reuniu este ano 43 alunos de cinco escolas de dança, uma companhia profissional e dois projectos ligados ao ensino superior. Para Paula Lança, directora pedagógica do curso de dança em Tomar e mentora do projecto, o evento nasceu da necessidade de aproximar os alunos da realidade profissional e de lhes proporcionar uma experiência que ultrapassa as aulas convencionais. Durante uma semana, os participantes frequentaram workshops, masterclasses e palestras, assistiram a espectáculos profissionais e partilharam experiências com bailarinos e professores. Uma espécie de campo de formação intensiva inteiramente dedicado à dança, que inclui também momentos de reflexão sobre o bem-estar físico e emocional dos artistas.
A nutrição foi o tema central das palestras desta edição, por ser considerada uma área determinante para o desempenho, a recuperação e os níveis de energia dos jovens bailarinos. A organização apostou igualmente na valorização das raízes tradicionais portuguesas, procurando inspiração em diferentes regiões do país. O Rancho Folclórico de Alviobeira participou no projecto através da colaboração de Manuela Santos. Um dos principais objectivos do Tomar a Dança é ajudar os jovens a perceber o lugar que esta arte pode ocupar nas suas vidas, seja como actividade de lazer ou como profissão. “O facto de juntarmos apresentações profissionais, formação e o trabalho desenvolvido pelas escolas torna este evento bastante único”, considera Paula Lança. A preparação da iniciativa prolonga-se por cerca de seis meses e envolve professores e técnicos da Sociedade. Os maiores obstáculos continuam a ser financeiros. Apesar da crescente valorização da dança enquanto forma de expressão artística, Paula Lança considera que persistem desigualdades no acesso à cultura entre diferentes regiões do país. Reconhece também que a adesão do público ao evento tem sido “flutuante” ao longo dos anos.
A responsável não esconde, contudo, a ligação emocional ao projecto. Com novas ideias já em preparação, mas ainda guardadas em segredo, deixa uma mensagem aos participantes e ao público: “Continuem a viver a dança, porque isso vai, de certeza, transformar as vossas vidas”.

Mais Notícias

    A carregar...
    Logo: Mirante TV
    mais vídeos
    mais fotogalerias

    Edição Semanal