Cultura | 22-08-2026 21:00

Jovens de Vale de Cavalos trocam férias por trabalho em prol da freguesia

Jovens de Vale de Cavalos trocam férias por trabalho em prol da freguesia
Maria Inês, Rui Silva, Miguel Fragoso, João Martinho e António Arraiolos - foto O MIRANTE

Oito jovens participam este ano no programa Acção Jovem, ocupando parte das férias de Verão em trabalhos de conservação e valorização de Vale de Cavalos. Entre pincéis, tintas e muitas horas de convívio, ajudam a recuperar espaços da freguesia e descobrem também o valor de trabalhar para a comunidade.

Em vez de passarem as férias fechados em casa, na praia ou apenas com os amigos, oito jovens decidiram este Verão dedicar parte do seu tempo a melhorar a freguesia de Vale de Cavalos, no concelho da Chamusca, onde vivem. Têm entre 15 e 22 anos e integram o programa Acção Jovem, iniciativa criada em 2024 pelo anterior executivo da junta de freguesia e que procura aproximar os mais novos da comunidade. Durante 22 dias úteis, entre Agosto e Setembro, trabalham três horas e meia por dia, sobretudo em tarefas de conservação e valorização do património local. Pintar muros, edifícios e outras estruturas é uma das principais ocupações, num trabalho feito em equipa e onde os participantes mais experientes ajudam os que chegam pela primeira vez.
António Arraiolos, 17 anos, conheceu o programa através de um amigo que já tinha participado em edições anteriores. Na altura ainda não tinha idade para integrar a iniciativa, mas acompanhou-o e ficou com vontade de experimentar. Este ano regressou, atraído sobretudo pelo convívio e pela possibilidade de passar as férias ocupado. “Não estar em casa fechado” é uma das vantagens que aponta. Embora reconheça que grande parte do trabalho passe pela pintura, destaca a aprendizagem feita com quem já participa há mais tempo. “Os que já fazem isto há alguns anos acabam por transmitir aos mais novos aquilo que sabem e ajudam-nos a perceber como funcionam as tarefas”, explica.
Aos 15 anos, Hugo Silva chegou ao programa através da família, por intermédio de uma prima. A principal motivação foi “tentar ajudar a freguesia”, conta a O MIRANTE. Mesmo tendo de abdicar de parte das férias, garante que não se arrepende. “Acabei por cancelar algumas férias minhas”, admite, acrescentando que o convívio entre os jovens ajuda a tornar os dias de trabalho mais leves. Hugo já pensa em continuar ligado ao voluntariado e admite experimentar outras áreas, nomeadamente nos escoteiros. A experiência leva-o a recomendar a participação a outros jovens, mesmo àqueles que nunca tiveram contacto com iniciativas deste género.
João Martinho, também de 15 anos, entrou por curiosidade depois de ver um amigo participar. Diz que a decisão foi fácil e garante estar a gostar da experiência. Algumas tarefas são definidas previamente, mas os jovens também têm margem para decidir o que fazer. O trabalho é desenvolvido em grupo, embora cada participante possa ficar responsável por uma tarefa específica. A possibilidade de recuperar espaços que apresentavam sinais de degradação é uma das principais motivações dos participantes. Miguel Fragoso, de 15 anos, diz sentir satisfação por poder contribuir para a freguesia e, sobretudo, por ver o resultado no final de cada trabalho. Para o jovem, há um sentimento especial em pegar numa zona antiga e degradada e deixá-la “mais bonita” com o esforço do grupo.

Mais Notícias

    A carregar...
    Logo: Mirante TV
    mais vídeos
    mais fotogalerias