É o povo que faz a festa na freguesia da Lamarosa
Música, comida e convívio voltaram a encher a Lamarosa durante três dias de festa. A Festa de Verão mobilizou voluntários, associações e população e recebeu, em média, cerca de mil pessoas por dia.
Durante três dias, a Lamarosa, no concelho de Torres Novas, trocou a rotina pela música, pelos bailes e pelo cheiro da comida tradicional. A Festa de Verão começou na sexta-feira e terminou no domingo, levando ao recinto cerca de mil pessoas por dia. Organizada pela Casa do Povo de Olaia - Lamarosa, a iniciativa contou com a colaboração da Associação de Jovens da Lamarosa e com o apoio da União das Freguesias de Olaia e Paço e da Câmara Municipal de Torres Novas. Pelo palco passaram, entre outros, Banda T, Replika e Brysas, num programa pensado para diferentes gerações.
Para Carolina Ribeiro, voluntária da Casa do Povo de Olaia, o domingo tem um significado especial. É o dia em que quem passou o fim-de-semana a trabalhar também consegue aproveitar a festa. Há dois anos que os voluntários decidiram contratar um DJ para encerrar a iniciativa, numa tentativa de criar um momento mais descontraído para quem esteve ao serviço e, ao mesmo tempo, atrair público mais jovem. “É para nos divertirmos um bocadinho mais e para atrair os mais jovens”, explica Carolina Ribeiro, que não tem dúvidas em apontar o convívio e a diversão como algumas das principais razões para continuar envolvida. Há tarefas exigentes, sobretudo na cozinha, mas garante que o esforço acaba compensado pelo ambiente criado entre quem trabalha e quem visita a festa.
A dinâmica associativa da Lamarosa, no entanto, não se limita a um fim-de-semana de Verão. José Rito, presidente da Casa do Povo de Olaia - Lamarosa, explica que a instituição e a Associação de Jovens promovem cerca de 30 iniciativas por ano. Torneios de ténis de mesa, provas de sopas, passeios de BTT, encontros de motas clássicas e festas fazem parte de um calendário que procura manter a população ligada à terra. Para conseguir suportar essa actividade, os patrocínios são fundamentais. José Rito fala em cerca de 170 patrocinadores que ajudam a tornar possíveis as iniciativas, a que se junta o apoio da Câmara Municipal de Torres Novas. Nem tudo, porém, é festa. A falta de voluntários é uma das principais dificuldades sentidas por quem organiza os eventos. Carolina Ribeiro e José Rito reconhecem que há jovens disponíveis para participar, mas nem sempre é fácil encontrar pessoas que assumam responsabilidades de forma continuada. A necessidade de conciliar horários profissionais, familiares e pessoais torna também mais complicada a organização das equipas. José Rito sabe bem o que significa dedicar tempo à comunidade. Participa na organização das festas há cerca de 20 anos e continua a fazê-lo com gosto. Para o dirigente, cada iniciativa tem valor porque ajuda a servir a freguesia, aproxima pessoas e dá visibilidade à Lamarosa.


