Cultura | 04-09-2026 21:00

Museu Ferroviário cruza música de câmara e locomotivas no Entroncamento

Museu Ferroviário cruza música de câmara e locomotivas no Entroncamento

Os 170 anos do caminho de ferro em Portugal merecem programa comemorativo no Entroncamento, a cidade que nasceu da ferrovia. Concertos musicais vão preencher vários sábados até Novembro.

O Museu Nacional Ferroviário, no Entroncamento, inicia no sábado, 5 de Setembro, um ciclo de concertos de música de câmara em espaços da colecção, que culminará com a estreia de uma obra criada para os 170 anos do caminho de ferro. Intitulado “Música no Museu”, o ciclo decorre entre Setembro e Novembro e pretende cruzar a música de câmara com o património industrial e histórico ferroviário, integrando-se nas comemorações dos 170 anos do caminho-de-ferro em Portugal.
Os concertos realizam-se em vários sábados, sempre às 15h30, têm uma duração aproximada de 50 minutos e ocupam diferentes espaços e salas do Museu Nacional Ferroviário (MNF), no Entroncamento, procurando estabelecer uma relação entre cada programa musical e o património exposto. A entrada nos espectáculos está incluída no bilhete normal de acesso ao museu, sem custos adicionais.
O ciclo começa no sábado, 5 de setembro, com “Arcos em Duelo”, no Armazém de Víveres, juntando a violinista Carolina Costa e o contrabaixista Francisco Viana num programa que cruza obras do compositor português Carlos Seixas com tangos do argentino Astor Piazzolla. O espectáculo terá uma segunda apresentação em 7 de novembro.
Segue-se, em 12 de Setembro, “Gaitas e Folias”, com Pedro Santos, no acordeão, e Paulo Gaspar, no clarinete, numa proposta que percorre géneros como ‘jazz’, música clássica, tango e sonoridades contemporâneas. Este concerto regressa ao Armazém de Víveres em 24 de Outubro.
A Sala do Comboio Real recebe, em 19 de Setembro e em 17 de Outubro, “Canto da Terra”, dedicado a tradições musicais de diferentes geografias, entre as quais Irlanda e Brasil, com a mezzo-soprano Juliana Mauger e Brian MacKay, maestro e director do Festival ZêzereArts, ao teclado. Já em 10 de Outubro, a Rotunda das Locomotivas acolhe “E Tudo o Vento Levou”, uma proposta dedicada à música para metais que terá como cenário a locomotiva CP 553.
O ciclo culminará com a estreia de uma composição inédita criada para assinalar a viagem inaugural do caminho-de-ferro em Portugal e inspirada em textos de diferentes épocas, perspectivas e memórias relacionadas com o universo ferroviário e o conceito de progresso.

A iniciativa é promovida pelo Museu Nacional Ferroviário em parceria com a Musicamera Produções, estrutura artística financiada pela Direção-Geral das Artes e dedicada à criação, difusão e promoção da música de câmara e da cultura de proximidade.
A primeira viagem de comboio em Portugal realizou-se em 28 de Outubro de 1856, entre Lisboa e o Carregado, assinalando-se este ano os 170 anos da inauguração do caminho-de-ferro no país.

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