Cultura | 14-09-2026 10:00

Museu Ferroviário cruza música de câmara e locomotivas no Entroncamento

Museu Ferroviário cruza música de câmara e locomotivas no Entroncamento
Museu Nacional Ferroviário assinala 170 anos do caminho-de-ferro com programa especial - foto arquivo O MIRANTE

Os 170 anos do caminho de ferro em Portugal merecem programa comemorativo no Entroncamento, a cidade que nasceu da ferrovia. Concertos musicais vão preencher vários sábados até Novembro.

O Museu Nacional Ferroviário, no Entroncamento, está a promover um ciclo de concertos de música de câmara em espaços da colecção, que culminará com a estreia de uma obra criada para os 170 anos do caminho-de-ferro. Intitulado “Música no Museu”, o ciclo decorre entre Setembro e Novembro e pretende cruzar a música de câmara com o património industrial e histórico ferroviário, integrando-se nas comemorações dos 170 anos do caminho-de-ferro em Portugal.
Os concertos realizam-se em vários sábados, sempre às 15h30, têm uma duração aproximada de 50 minutos e ocupam diferentes espaços e salas do Museu Nacional Ferroviário (MNF), no Entroncamento, procurando estabelecer uma relação entre cada programa musical e o património exposto. A entrada nos espectáculos está incluída no bilhete normal de acesso ao museu, sem custos adicionais.
O ciclo começou no sábado, 5 de Setembro, com “Arcos em Duelo”, no Armazém de Víveres, juntando a violinista Carolina Costa e o contrabaixista Francisco Viana num programa que cruzou obras do compositor português Carlos Seixas com tangos do argentino Astor Piazzolla. O espectáculo terá uma segunda apresentação a 7 de Novembro.
Segue-se, a 12 de Setembro, “Gaitas e Folias”, com Pedro Santos, no acordeão, e Paulo Gaspar, no clarinete, numa proposta que percorre géneros como ‘jazz’, música clássica, tango e sonoridades contemporâneas. Este concerto regressa ao Armazém de Víveres dia 24 de Outubro.
A Sala do Comboio Real recebe, a 19 de Setembro e a 17 de Outubro, “Canto da Terra”, dedicado a tradições musicais de diferentes geografias, entre as quais Irlanda e Brasil, com a mezzo-soprano Juliana Mauger e Brian MacKay, maestro e director do Festival ZêzereArts ao teclado. Já a 10 de Outubro, a Rotunda das Locomotivas acolhe “E Tudo o Vento Levou”, uma proposta dedicada à música para metais que terá como cenário a locomotiva CP 553.
O ciclo culminará com a estreia de uma composição inédita criada para assinalar a viagem inaugural do caminho-de-ferro em Portugal e inspirada em textos de diferentes épocas, perspectivas e memórias relacionadas com o universo ferroviário e o conceito de progresso.

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