FRIMOR quer preservar três séculos de história sem ficar parada no tempo
Presidente da Câmara de Rio Maior defende uma Feira Nacional da Cebola capaz de evoluir, e este ano o certame contou com mais espaços de artesanato, de expositores do sector agroalimentar e de restauração.
A Feira Nacional da Cebola – FRIMOR proporcionou seis dias de festa em Rio Maior, com muita animação, negócios e promoção do território. Na cerimónia de inauguração, o presidente da Câmara de Rio Maior, Filipe Santana Dias, e o vereador Miguel Santos destacaram os 304 anos de história do certame, mas também a necessidade de o adaptar aos novos tempos sem perder a ligação à agricultura e aos ceboleiros.
Filipe Santana Dias assumiu que a longevidade da FRIMOR representa uma responsabilidade para quem está à frente do município. “Não somos donos desta história. Somos, por momentos, depositários desta grande história”, afirmou, defendendo que preservar a feira não significa mantê-la igual ao longo dos anos. “Preservar é manter viva a essência, dando-lhe condições para acompanhar o seu tempo e chegar às gerações seguintes”, sublinhou.
Apesar da evolução do certame, o autarca garantiu que a cebola e os produtores continuam no centro da FRIMOR. Filipe Santana Dias lembrou o trabalho dos agricultores e, em particular, dos ceboleiros, considerando que falar da feira sem reconhecer quem esteve na sua origem seria esquecer a própria razão de existir do evento.
Uma montra de Rio Maior
A FRIMOR apresenta actualmente uma dimensão que ultrapassa a componente agrícola, reunindo empresas, produtores agroalimentares, maquinaria, artesanato, gastronomia, vinhos, doçaria, comércio, associativismo e cultura. Para o presidente da câmara, a feira transformou-se numa “verdadeira montra de Rio Maior”, com impacto também na economia local através do comércio, restauração, alojamento e promoção dos produtos do concelho.
Uma das novidades na edição deste ano foi o concurso gastronómico “Cebola de Ouro”, que desafiou as 13 associações presentes na zona gastronómica a criarem pratos em que a cebola fosse o ingrediente principal. A iniciativa pretendeu recuperar receitas tradicionais, incentivar novas criações e valorizar um produto que está na origem da feira.
A edição deste ano decorre ainda com algumas limitações devido às instalações temporárias da unidade de saúde, obrigando à adaptação do recinto. Apesar dos constrangimentos, o município garante que a FRIMOR continua a crescer. A procura por espaços disponíveis mais do que triplicou e a edição contou com mais 25 espaços de artesanato e agroalimentar e mais oito espaços de restauração face ao ano passado.
Na sua intervenção, a presidente da Assembleia Municipal de Rio Maior, Isaura Morais, destacou também a importância da feira enquanto espaço de encontro, partilha e afirmação do território, defendendo que a FRIMOR deve contribuir para valorizar os produtos locais e o trabalho dos produtores, industriais e comerciantes. O presidente da câmara deixou ainda um apelo aos riomaiorenses para que se orgulhem da feira e sejam os seus principais embaixadores.


