Cultura | 15-09-2026 07:00

FRIMOR quer preservar três séculos de história sem ficar parada no tempo

FRIMOR quer preservar três séculos de história sem ficar parada no tempo
Presidente da Câmara de Rio Maior, Filipe Santana Dias, reconheceu o trabalho meritório dos agricultores - foto O MIRANTE

Presidente da Câmara de Rio Maior defende uma Feira Nacional da Cebola capaz de evoluir, e este ano o certame contou com mais espaços de artesanato, de expositores do sector agroalimentar e de restauração.

A Feira Nacional da Cebola – FRIMOR proporcionou seis dias de festa em Rio Maior, com muita animação, negócios e promoção do território. Na cerimónia de inauguração, o presidente da Câmara de Rio Maior, Filipe Santana Dias, e o vereador Miguel Santos destacaram os 304 anos de história do certame, mas também a necessidade de o adaptar aos novos tempos sem perder a ligação à agricultura e aos ceboleiros.
Filipe Santana Dias assumiu que a longevidade da FRIMOR representa uma responsabilidade para quem está à frente do município. “Não somos donos desta história. Somos, por momentos, depositários desta grande história”, afirmou, defendendo que preservar a feira não significa mantê-la igual ao longo dos anos. “Preservar é manter viva a essência, dando-lhe condições para acompanhar o seu tempo e chegar às gerações seguintes”, sublinhou.
Apesar da evolução do certame, o autarca garantiu que a cebola e os produtores continuam no centro da FRIMOR. Filipe Santana Dias lembrou o trabalho dos agricultores e, em particular, dos ceboleiros, considerando que falar da feira sem reconhecer quem esteve na sua origem seria esquecer a própria razão de existir do evento.

Uma montra de Rio Maior
A FRIMOR apresenta actualmente uma dimensão que ultrapassa a componente agrícola, reunindo empresas, produtores agroalimentares, maquinaria, artesanato, gastronomia, vinhos, doçaria, comércio, associativismo e cultura. Para o presidente da câmara, a feira transformou-se numa “verdadeira montra de Rio Maior”, com impacto também na economia local através do comércio, restauração, alojamento e promoção dos produtos do concelho.
Uma das novidades na edição deste ano foi o concurso gastronómico “Cebola de Ouro”, que desafiou as 13 associações presentes na zona gastronómica a criarem pratos em que a cebola fosse o ingrediente principal. A iniciativa pretendeu recuperar receitas tradicionais, incentivar novas criações e valorizar um produto que está na origem da feira.
A edição deste ano decorre ainda com algumas limitações devido às instalações temporárias da unidade de saúde, obrigando à adaptação do recinto. Apesar dos constrangimentos, o município garante que a FRIMOR continua a crescer. A procura por espaços disponíveis mais do que triplicou e a edição contou com mais 25 espaços de artesanato e agroalimentar e mais oito espaços de restauração face ao ano passado.
Na sua intervenção, a presidente da Assembleia Municipal de Rio Maior, Isaura Morais, destacou também a importância da feira enquanto espaço de encontro, partilha e afirmação do território, defendendo que a FRIMOR deve contribuir para valorizar os produtos locais e o trabalho dos produtores, industriais e comerciantes. O presidente da câmara deixou ainda um apelo aos riomaiorenses para que se orgulhem da feira e sejam os seus principais embaixadores.

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