Cultura | 22-09-2026 12:00

AIMA fechou portas em Alverca e não deixa alternativas

Câmara de Vila Franca de Xira diz estar a tentar encontrar solução para que o serviço não encerre -
FOTO AIMA

Em causa diferendo entre aquela entidade e o condomínio que ocupava por causa da degradação do espaço. Ainda não há alternativa para nova ocupação daquela entidade.

O espaço onde funcionava o serviço da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) em Alverca do Ribatejo acabou mesmo por encerrar portas por causa das más condições físicas do espaço. A confirmação chegou na última semana depois de vários utentes terem encontrado o espaço fechado e sem alternativas no concelho onde recorrer, tendo de se deslocar a Lisboa.
A água entrava pelos tectos e escorria pelas paredes sempre que chovia com maior intensidade, já houve problemas no quadro eléctrico, luzes sem funcionar e sente-se de forma quase permanente um intenso cheiro a mofo no espaço. Em causa fica o atendimento a mais de 30 pessoas diariamente naquele espaço, sobretudo cidadãos estrangeiros que tentam fugir à pressão da procura dos serviços centrais da AIMA em Lisboa.
O presidente do município, Fernando Paulo Ferreira (PS), já tinha confirmado que o problema das más condições existia e já era do conhecimento da câmara, mas lembrava que a AIMA estava num espaço que não é propriedade municipal. “A AIMA está com problemas físicos naquele espaço, que é responsabilidade do condomínio. Estamos a tentar intermediar os contactos entre a AIMA e o condomínio mas sem sucesso”, explicou. O autarca já tinha garantido estar em contacto com a AIMA para tentar encontrar outras soluções que permitam manter o serviço de portas abertas no concelho mas até agora ainda não foi criada uma alternativa. “Estamos a tentar encontrar uma solução”, afirmou. Foi em 2010 que o então Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) se mudou para Alverca, na Praceta Estanislau Raimundo Nogueira. Na altura, como O MIRANTE noticiou, a abertura do novo espaço mereceu a visita do então ministro da Administração Interna, Rui Pereira. O espaço estava preparado para atender até 115 pessoas por dia e empregava 12 pessoas, que terão sido transferidas para Lisboa. Naquelas instalações, como o nosso jornal noticiou, era possível registar informações de todos os imigrantes, como parâmetros biométricos, impressões digitais e faciais e tratar de toda a documentação relacionada com a legalização em território nacional.

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