Cultura | 23-09-2026 12:00

Sandra Martins e OMIRI vencem Prémio Carlos Paredes de Vila Franca de Xira

fado guitarra portuguesa
foto ilustrativa

Instituído em 2003 pela Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, o Prémio Carlos Paredes pretende homenagear uma das referências maiores da música portuguesa e, simultaneamente, incentivar a criação e divulgação de obras de música não erudita que contribuam para o enriquecimento e valorização da identidade cultural nacional.

As obras discográficas Vapor, de Sandra Martins, e Modas Novas e Algumas Velhas, de OMIRI, projecto de Vasco Ribeiro Casais, foram distinguidas ex-aequo com o Prémio Carlos Paredes deste ano, promovido pela Câmara de Vila Franca de Xira.
Em comunicado o município refere que o júri destacou a qualidade artística e técnica dos dois trabalhos, considerando que a atribuição do prémio poderá contribuir para reforçar a visibilidade pública e mediática de dois artistas ainda pouco conhecidos do grande público. Em Vapor, o júri salientou o papel central assumido pelo violoncelo, destacando a elevada qualidade interpretativa e técnica da execução, bem como a excelência da gravação. O álbum foi ainda descrito como um trabalho de “grande seriedade artística, honestidade estética e elevada consistência”.
Já em Modas Novas e Algumas Velhas, de OMIRI, o júri valorizou o carácter inovador e cativante do projecto e a forma como reinventa a música popular portuguesa. Segundo os responsáveis pela atribuição do prémio, o trabalho aproxima as gerações mais jovens deste repertório através de uma abordagem livre de preconceitos associados ao género habitualmente designado por “pimba”.
O júri desta edição foi constituído por Luísa Amaro, em representação da Câmara de Vila Franca de Xira, Rui Filipe dos Reis, em representação da Sociedade Portuguesa de Autores, o autor e compositor Telmo Lopes e o crítico musical Viriato Teles. Instituído em 2003 pela Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, o Prémio Carlos Paredes pretende homenagear uma das referências maiores da música portuguesa e, simultaneamente, incentivar a criação e divulgação de obras de música não erudita que contribuam para o enriquecimento e valorização da identidade cultural nacional.
Ao longo dos anos, o prémio distinguiu artistas como Rão Kyao, Carminho, Pedro Caldeira Cabral, Ricardo Ribeiro e Pedro Jóia. Entre os vencedores mais recentes encontram-se o Sexteto de Bernardo Moreira, Manuel de Oliveira, Carlos Alberto Moniz, o projecto A Urtiga e, em 2025, Pedro Santos e João Pedro Silva, com Frutos Maduros. A entrega do Prémio Carlos Paredes 2026 terá lugar numa cerimónia que incluirá um pequeno concerto com a obra discográfica premiada. A iniciativa terá entrada livre estando a data ainda por anunciar.

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