Cultura | 25-09-2026 15:00

Casa cheia para assistir ao regresso dos elefantes a São João do Alporão

Casa cheia para assistir ao regresso dos elefantes a São João do Alporão
Os dois elefantes em pedra voltaram à Igreja de São João do Alporão, depois de terem estado 33 anos guardados na reserva museológica municipal de Santarém - foto O MIRANTE

Elefantes em pedra, que em tempos foram suporte de um túmulo na Índia, são um dos ícones do património afectivo de Santarém e estiveram mais de três décadas guardados na reserva museológica municipal. Agora voltaram ao convívio com o público.

Depois de mais de três décadas recolhidos na reserva museológica municipal por razões de salvaguarda, os dois icónicos elefantes de pedra regressaram à medieval Igreja de São João de Alporão, um dos pólos do Museu Municipal de Santarém que está a assinalar 150 anos de vida. A tarde de sábado, 19 de Setembro, foi de celebração do retorno ao convívio com o público dessas peças que, em tempos, foram suporte de um túmulo de um nobre na Índia e que, pelas voltas do destino, acabaram por ir parar a Santarém.
A Igreja de São João de Alporão, monumento nacional, encheu-se de visitantes e personalidades da vida local, não tendo faltado a música clássica com piano e voz de duas talentosas alunas do Conservatório de Música de Santarém. O presidente do município, João Leite, fez as honras da casa, sublinhou a importância do momento e anunciou a intenção de abrir ao público a reserva museológica e o seu valioso espólio.
“Hoje estamos a colocar esta memória que agora volta a ser uma memória presente das nossas vidas à disposição de todos. Um regresso que simboliza a aposta do município na valorização do património, da história e da identidade de Santarém, devolvendo à cidade e às suas pessoas um património que faz parte da sua memória colectiva”, afirmou João Leite, que destacou o facto de os monumentos da cidade estarem todos abertos à visitação graças ao protocolo celebrado há alguns anos pelo município com entidades como a Diocese de Santarém, Misericórdia de Santarém e ISLA Santarém.
Depois do historiador Luís Mata ter desvendado um pouco da curiosa história das duas peças, João Leite falou também da intenção de recuperar o antigo e arruinado Teatro Rosa Damasceno e o edifício anexo e de colocar esses espaços dedicados às artes e cultura em diálogo com o Teatro Taborda. Para isso, está também na mira a aquisição do terreno devoluto que se localiza entre os dois espaços e que se pretende requalificar e destinar à fruição pública.

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