Samora Correia quer transformar tradição gastronómica em marca da terra
Assembleia de Freguesia de Samora Correia aprovou a criação de um grupo de trabalho para preparar um regulamento destinado à escolha de um prato e de um doce típicos da terra.
Samora Correia quer avançar com a criação de um doce regional cuja receita fique na posse da junta de freguesia e possa ser utilizada pelas pastelarias interessadas em comercializar um produto associado à identidade da cidade. A proposta foi discutida em assembleia de freguesia e levou à constituição de um grupo de trabalho com representantes das diferentes forças políticas.
A ideia foi apresentada pelo eleito João Borracha (AD), que defendeu a necessidade de Samora Correia dispor de um prato e de um doce típicos que possam ser associados à freguesia e utilizados também como forma de promoção do território. O eleito lamentou que actualmente não exista um produto gastronómico certificado que um visitante possa levar de Samora Correia como símbolo da terra.
O presidente da junta, Jorge Paiva, mostrou-se favorável à proposta e afirmou que gostaria de ver o processo concluído durante o actual mandato. O autarca defendeu que o vencedor de um futuro concurso deverá entregar a receita à junta, ficando o seu nome ligado à criação do produto e à história da cidade. Actualmente existem já doces associados a Samora Correia que poderão entrar na discussão. O presidente referiu os “cabrestos”, com vários anos de existência, e os “campinos”, um produto mais recente criado pela Pastelaria Sonho.
A proposta inclui igualmente a possibilidade de recuperar e promover outras referências gastronómicas locais. João Borracha defendeu, por exemplo, a valorização da Sopa de Corno do Mestre André, recordando outras iniciativas gastronómicas que acabaram por perder expressão ao longo dos anos.
A assembleia de freguesia aprovou por unanimidade a criação do grupo de trabalho, que terá como missão elaborar o regulamento para a escolha de um prato e de um doce típicos e acompanhar o eventual processo de certificação. Ficou definido o mês de Setembro de 2027 como prazo máximo para conclusão dos trabalhos. João Borracha ficou responsável por coordenar o grupo, que deverá contar com um representante de cada bancada política, nomeadamente José Rodrigues (Chega), Leonardo Guerra (PS) e um elemento da CDU a designar.


