Cultura | 04-10-2022 18:00

Uma associação de Vialonga que zela pela identidade e tradições locais

Rancho Folclórico da Associação Cultural e Social do Parque Residencial de Vialonga celebrou 36 anos de actividade

Rancho Folclórico da Associação Desportiva Cultural e Social do Parque Residencial de Vialonga celebrou 36 anos de actividade com um festival no Parque Urbano da Flamenga. Participantes no rancho estão a diminuir mas a determinação dos dirigentes mantém-se na defesa da etnografia.

Apesar de estar a diminuir o número de participantes interessados em integrar os ranchos folclóricos, os dirigentes da Associação Desportiva Cultural e Social do Parque Residencial de Vialonga não perdem a confiança e continuam empenhados na defesa das tradições da terra. O rancho da associação celebrou 36 anos de existência com um festival de folclore em Vialonga, no mesmo ano em que a associação mãe celebra 40 anos da sua fundação. Inicialmente focada no desporto passou em 1986 a dar ênfase à vertente cultural depois do crescimento do vizinho Grupo Desportivo de Vialonga e dos Patuscos de Vialonga.
Numa conversa entre dois amigos da associação surgiu a ideia de criarem o rancho folclórico, em representação do Parque Residencial de Vialonga, situado no antigo Olival de Fora. A associação tem um centena e meia de associados e foca-se na promoção e preservação da cultura tradicional portuguesa. João Macedo, 31 anos, é o ensaiador do grupo que tem quarenta elementos. Começou no rancho “sem muita vontade”, aos 11 anos, mas foi-se deixando apaixonar pela história e cultura ao longo dos anos, até que foi necessário alguém para substituir o antigo ensaiador e assumiu o posto. 
O ensaiador afirma que o folclore é hoje uma coisa de família. “É o pai que leva o filho e tenta levar os netos. Deixou de ser algo que chamava toda a gente da zona e, acima de tudo deixou de ser algo popular. Quando era miúdo gozavam comigo, diziam-me coisas muito más em relação a isto, mas mantive-me aqui e estou feliz”, conta. Para João Macedo é necessário lutar pela cultura tradicional portuguesa, expô-la ao máximo de forma que se possa cativar mais pessoas em torno da identidade de um povo.

A identidade de Vialonga
O presidente da colectividade, Abel Macedo, passou horas em bibliotecas municipais em busca de descrições e representações das gentes de Vialonga e quando as encontrou procurou inseri-las no rancho, de forma a manter presente toda a identidade de uma zona que se mantém entre as regiões saloia e ribatejana, algo que lhes concede uma identidade única no concelho. Presentes actualmente no rancho estão os trajes de campino, aguadeira, ceifeira, salineiro, vendedor de azeite e varejador da azeitona devido à ligação do parque residencial com o antigo Olival de Fora e os transportadores de vinho. “O folclore é um mundo muito complexo mas gratificante na medida em que estamos cada um a representar a sua zona mas todos juntos representamos uma identidade maior que nós. Que o folclore nunca acabe porque precisamos disto nas nossas vidas”, refere o dirigente a O MIRANTE.

Abel e João Macedo, pai e filho, presidente e ensaiador da colectividade
Abel e João Macedo, pai e filho, presidente e ensaiador da colectividade

Aniversário com festival

O Parque Urbano da Flamenga em Vialonga, foi palco, na tarde de 17 de Setembro, do Festival de Folclore evocativo dos 36 anos da Associação Desportiva Cultural e Social do Parque Residencial de Vialonga, onde se juntaram ao rancho da associação os ranchos do Grupo Folclórico Flores D’Aldeia de Mosteiró, Castro Daire, e o Grupo Folclórico de S. Martinho de Escapães, Santa Maria da Feira. 
“A decisão de convidar estes dois ranchos partiu de uma ligação forte que ficou. Fomos tão bem recebidos por ambos e criámos tão boas memórias que decidimos devolver o favor e trazer a Vialonga dois ranchos recheados de culturas diferentes e com pessoas maravilhosas”, explica Abel Macedo.

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