Desporto | 12-09-2021 12:00

Treinadores do Povoense feridos a tiro em rixa durante jogo amigável

Treinadores do Povoense feridos a tiro em rixa durante jogo amigável
Jogadores e técnicos do Povoense não ganharam para o susto enquanto disputavam um jogo particular no campo do Olivais e Moscavide (foto DR)

Situação aconteceu enquanto decorria um desafio de futebol entre o União Atlético Povoense e o Moscavide. Pedro Augusto e Pedro Navalho foram atingidos por balas perdidas. Presidente do clube da Póvoa de Santa Iria diz a O MIRANTE que a situação é lamentável.

Seis jovens envolveram-se numa rixa ao final da tarde de quarta-feira, 1 de Setembro, no campo de futebol em Moscavide onde se realizava um jogo particular entre os seniores do União Atlético Povoense e a equipa do Olivais e Moscavide e o confronto acabou com tiros e feridos.

O grupo armado invadiu o campo e dois dos disparos atingiram os adjuntos do Povoense Pedro Augusto e Pedro Navalho, que estavam na zona técnica a acompanhar o jogo.

Pedro Navalho foi atingido de raspão numa bota mas Pedro Augusto teve menos sorte, com o projéctil a atingir-lhe uma das pernas e a ter de ser transportado ao Hospital de São José, onde foi assistido mas onde não necessitou de internamento.

“Está em casa a recuperar mas está muito abatido e combalido, o que é natural. Ninguém esperava vir a estar no meio de um tiroteio”, refere António Fonseca, presidente do UAP a O MIRANTE.

O confronto nada teve a ver com os jogadores ou a equipa técnica do Povoense, que se viu na linha de fogo de um confronto entre gangues rivais de Moscavide que queriam acertar contas com um dos jovens da zona que, naquele momento, estava a realizar treinos de captação e tinha amigos nas bancadas a assistir. A dada altura, apurou O MIRANTE, mais de dezena e meia de jovens estavam envolvidos na rixa. A maioria é proveniente do bairro Casal dos Machados, concelho de Loures.

Os agressores conseguiram fugir sem que a polícia os conseguisse identificar. A PSP confirma a ocorrência e diz ter passado o caso para a alçada da Polícia Judiciária.

“Situação lamentável e que não deve acontecer”

O presidente do Povoense, António Fonseca, confessa-se desgostoso com toda a situação e diz a O MIRANTE que apesar de não ser o clube o visado nos desacatos, tudo o que aconteceu não dignifica o futebol e não deve voltar a acontecer. “Foi uma situação lamentável que não deve acontecer. Podiam estar crianças no local. Os nossos jogadores e técnicos podiam ter sido atingidos de forma mais grave. Não é aceitável. Aqueles jovens podiam desgraçar a vida de alguém”, lamenta o dirigente. Para já o Povoense não vai agir junto da liga sobre a situação.

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