Desporto | 01-10-2022 12:00

Danças urbanas da Euterpe Alhandrense são uma fábrica de amizades

José Matias quer incutir nos alunos o gosto pela livre expressão das danças de rua

José Matias é professor de danças urbanas na Euterpe Alhandrense há mais de uma década e o seu principal objectivo passa por ensinar e desenvolver as ligações humanas de cada um dos seus alunos através da dança.  

José Matias, ou “MJ” como é conhecido no mundo da dança, ensina crianças e jovens a dançar há mais de 15 anos na secção de danças urbanas da Sociedade Euterpe Alhandrense (SEA). Com mais de mil alunos acompanhados ao longo da sua carreira, rege-se, desde o início, pela filosofia de que a melhor maneira de desfrutar da dança é através das ligações de amizade que se criam entre os dançarinos. Mais do que dançar bem procura que os alunos sejam amigos e que se relacionem uns com os outros.  
“Acredito que é mais fácil ensinar e aprender quando existem ligações de amizade entre professor e o aluno e entre aluno para aluno. Ver que muitos começam a combinar coisas fora das aulas significa que o meu trabalho foi bem feito e que houve uma ligação. A dança pode ser uma coisa passageira na vida deles mas as pessoas que estiveram ao seu lado não”, sublinha.  
MJ descobriu a dança em criança por influência do tio. Esteve algum tempo afastado para se dedicar ao futebol mas cansou-se da bola e decidiu experimentar uma aula de dança para voltar a conectar-se. Desde então não parou mais. Em conversa com O MIRANTE explica o que são as danças urbanas, modalidade que ensina há mais de uma década, SEA, e onde criou o grupo Welcome Dance, que actualmente tem cerca de 40 elementos. “As danças urbanas não são um estilo, mas sim uma junção de vários estilos de dança como o stepping, hip hop, afro, new style, entre outros. As danças urbanas estão em constante mudança e renovação. Desta forma o passo que aprendi hoje pode daqui a uns tempos ser completamente diferente. É isso que as torna tão interessantes porque há sempre novidades e estamos sempre a sair da nossa zona de conforto. As danças urbanas são livres”, refere.  

Amizades através da dança
Rafaela Lima, Inês Marques e Catarina Nobre dançam juntas no Welcome Dance e tornaram-se amigas através da dança. As três concordam que o método de ensino do professor MJ é algo de notável e acreditam que mais professores deveriam seguir o mesmo exemplo, tanto na importância das ligações que se criam com as pessoas que dançam lado a lado, mas também na importância do individualismo de cada elemento para o grupo no geral.
Com anos diferentes de início nas danças urbanas, hoje não conseguem ver como teria sido a experiência se não tivessem ficado amigas. Rafaela Lima, 21 anos, é bailarina de dança contemporânea e também aprende, desde 2013, as danças urbanas com MJ. Sentiu-se atraída por esta modalidade porque lhe dão a oportunidade de juntar aquilo que aprende na dança contemporânea com algo diferente, como é o caso do hip hop.

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