Desporto | 30-01-2023 07:00

Krav Maga é uma arte marcial que ajuda a ganhar confiança

Krav Maga é uma arte marcial que ajuda a ganhar confiança
Alexandre Topete (ao centro) ensina Krav Maga na Póvoa de Santa Iria a alunos de várias faixas etárias

Alexandre Topete concilia a PSP com a paixão pelo Krav Maga. A viver em Vila Franca de Xira, o polícia dá aulas a todas as faixas etárias na Póvoa de Santa Iria. Os alunos são “como uma família” e o Krav Maga dá-lhe a confiança que precisa para enfrentar o quotidiano.

A exigência da profissão de agente da Polícia de Segurança Pública (PSP) levou Alexandre Topete, 40 anos, a apaixonar-se pelo Krav Maga. O facto de ser baixo era um receio no seu dia-a-dia, até porque considera que uma figura de autoridade com uma estatura física aparentemente mais frágil pode ser um alvo fácil. A exercer funções na Unidade Especial da PSP, Alexandre apaixonou-se pelas técnicas de defesa militar em Lisboa, até porque em Trás-os-Montes, no concelho de Torre de Moncorvo, onde nasceu e cresceu, nunca se tinha ouvido falar de Krav Maga. O primeiro contacto com a técnica de defesa pessoal israelita começou num ginásio em Odivelas, até que um amigo o levou ao Forte da Casa, onde seguiu as aulas de outro mestre, militar da GNR. Os treinos começaram a ser frequentes e passou também a dar aulas. “Sinto-me mais protegido com o Krav Maga do que com outra arte marcial. O Krav Maga é o meu porto de abrigo”, admite.
Alexandre Topete vive em Vila Franca de Xira e está a dar aulas de Krav Maga no Centro Popular de Cultura e Desporto (CPCD), na Póvoa de Santa Iria, três vezes por semana. Alguns alunos tratam-no carinhosamente por mestre. O título de instrutor foi-lhe atribuído por outra associação onde fez diversas certificações e formações. Acabou por sair recentemente tendo em conta que se identifica mais com a linha usada pela Federação Internacional de Krav Maga, TML (Team Martin Luna). “O Krav Maga Kapap é mais agressivo e militarizado, mas como fui militar durante muito tempo identifico-me mais do que com o Krav Maga tradicional. Identifico-me a 100% com o TML”.
O objectivo é até ao final do ano conseguir o título de instrutor certificado pelo mestre internacional Martin Luna, um dos instrutores de Krav Maga de maior prestígio mundial da actualidade. O caminho está traçado até porque participa regularmente em seminários e formações dentro e fora de portas. “Já fui a Tenerife, sede do mestre, Sevilha e Corunha. Dia 25 de Fevereiro o mestre Martin Luna vai estar na Vidigueira para um seminário e claro que vou estar presente com alguns dos meus alunos”.
As técnicas leccionadas são adaptadas à idade dos praticantes. “Nas minhas aulas tenho senhoras, senhores e crianças. Tenho sempre cuidado em relação até onde posso ir e ao que posso transmitir aos meus alunos”, explica a O MIRANTE. As aulas têm a componente cardiovascular, além da técnica, o que permite melhorar a capacidade de resistência. Descarregar e libertar energias negativas são alguns dos motivos que levam as pessoas a procurar este tipo de aulas. “No final saem mais confiantes. Mas a primeira coisa que digo a cada pessoa nova que aparece é que não andamos aqui para lutar, acima de tudo é para nos divertir e para aliviar o stress. Os mais novos da escola e os adultos do trabalho. Somos uma família, um pequeno grande grupo”, sublinha sorridente.

“Dá para descarregar do trabalho, da política, da vida de todos os dias”

Paulo Afonso é um dos que pratica Krav Maga há mais tempo. Com Alexandre Topete está já há seis anos. Nas aulas encontra o momento de descontracção, incluindo da vida política. “Dá para descarregar do trabalho, da política, da vida de todos os dias. Acima de tudo é ganharmos autocontrolo e disciplina. A interacção com os outros dá-me também imenso gosto e prazer. Faz bem ao corpo e à mente”, conta o presidente da concelhia de Vila Franca do PS de Xira do PS.
Já Carlos Pelicas, 56 anos, trabalha sentado num escritório e leva uma vida sedentária. Por isso decidiu ingressar nas aulas há cerca de três meses para “não ficar obsoleto”. Aos 14 anos, Leonor Inocêncio viu uma aula e identificou-se. Está a aprender as técnicas há um ano e sente-se mais segura.

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