Desporto | 26-08-2023 10:00

Open de setas na Chamusca homenageou jovem de 18 anos que morreu de forma inesperada

Open de setas na Chamusca homenageou jovem de 18 anos que morreu de forma inesperada
A família de Carolina Castro com o presidente da União de Freguesias da Chamusca e Pinheiro Grande, Rui Martinho

Primeiro Open Carolina Castro foi organizado pelos pais da jovem que faleceu de forma inesperada a 29 de Julho. José de Sousa, melhor jogador de setas português de sempre, marcou presença na iniciativa que teve a participação de dezenas de atletas.

Carolina Castro, jovem de 18 anos que perdeu a vida de forma inexplicável, na madrugada de 29 de Julho, deu nome ao primeiro open de setas que se realizou na sede da União Desportiva da Chamusca. Residente na União das Freguesias da Chamusca e Pinheiro Grande, era membro do Clube de Setas da Chamusca, associação fundada pelos seus pais, Celestina e Artur Castro, os principais promotores do evento. José de Sousa, o jogador de setas português que já conquistou o mundo, marcou presença na iniciativa e esteve a interagir com as dezenas de participantes na competição.
Artur Castro explicou a O MIRANTE que a melhor forma de homenagear a filha era realizar um torneio de setas distinto, tendo em conta a paixão que Carolina Castro tinha pela modalidade. “Aqui a competição e o resultado fica para último plano. Todos os que aqui estão vêm para homenagear a nossa filha, que tinha em comum com eles a paixão por este desporto”, afirmou, com emoção. Carolina Castro foi campeã nacional de juniores de setas, mas eram as suas qualidades humanas que saltavam à vista de todos os que privavam com ela. Era considerada de forma unânime como sendo uma pessoa muito amiga, justa, fraterna e solidária, que procurava ajudar a comunidade em que se encontrava inserida. Artur Castro recorda a filha como uma pessoa muito alegre e atenciosa e que deixou para todos os que com ela conviveram exemplos de amor, compaixão e amizade.

Melhor jogador português marcou presença

José de Sousa é natural de Azambuja, mas viveu na Chamusca durante os seus primeiros 10 anos de vida. Diz que recorda pouco desses tempos, mas que a memória o leva para as festas populares e as corridas de toiros a que ia com a família. Depois de completar a escolaridade obrigatória, quando atingiu a maioridade, começou a trabalhar como carpinteiro, tendo emigrado pouco depois dos seus 20 anos. No estrangeiro viveu na Alemanha, Itália e em Espanha, onde reside actualmente. Depois de conhecer o mundo, afirma que “não há sítio como Portugal, pelas gentes, clima e gastronomia”.
Há cerca de quatro anos, José de Sousa conseguiu o cartão de jogador da Professional Darts Corporation (PDC), estatuto que o reconhece como jogador profissional e em 2020 dedicou-se apenas às setas.

Uma perda irreparável

Carolina Castro perdeu a vida de uma forma inexplicável aos 18 anos. Residente na União das Freguesias da Chamusca e Pinheiro Grande, era membro do Clube de Setas da Chamusca, associação fundada pelos seus pais, Celestina e Artur Castro, que actualmente exploram o bar da União Desportiva da Chamusca. Carolina Castro faleceu na madrugada de sábado, 29 de Julho, por volta das 05h00, e ainda se desconhecem as razões da sua morte. Durante as últimas semanas de vida, a jovem de 18 anos ocupou os seus tempos livres desempenhando actividades úteis à comunidade e que estimularam o espírito de cidadania, nomeadamente nas áreas do património, protecção civil, apoio social, desporto, animação sociocultural e ambiente. Carolina Castro deixa um irmão mais novo de quem era muito próxima.

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