Desporto | 07-10-2023 18:00

Clube Meiaviense queixa-se da falta de condições para desenvolver desporto jovem

Clube Meiaviense queixa-se da falta de condições para desenvolver desporto jovem
Pedro Monserrate pediu ajuda ao executivo para o clube dinamizar actividades desportivas. fotoDR

Presidente do clube foi à reunião de Câmara de Torres Novas alertar para a falta de condições no parque de jogos da Meia Via e lembrou que está por cumprir a promessa da cedência do direito de superfície do terreno.

O Clube Desportivo Operário Meiaviense alertou a Câmara de Torres Novas para a falta de condições no parque de jogos da Meia Via, situação que tem impedido a direcção de conseguir desenvolver em pleno o desporto jovem naquela freguesia. O alerta foi feito pelo presidente do clube, Pedro Monserrate, no período de intervenção do público na última reunião do executivo municipal, realizada no dia 27 de Setembro.
O dirigente lembrou que após a autarquia ter comprado, há seis anos, o terreno do parque de jogos por 180 mil euros e de ter sido assinado, em 2028, um acordo no qual esta se comprometia a ceder o direito de superfície ao clube por 50 anos, o protocolo continua por concretizar. Um impasse que, segundo diz, tem limitado o Operário Meiaviense no desenvolvimento de uma estratégia coesa para a prática desportiva. “Sem o protocolo de direito de superfície não podemos pedir água, luz, fazer candidaturas ao IPDJ (Instituto Português do Desporto e Juventude), não podemos fazer nada”, afirmou, sublinhando que desde a compra do terreno o município não tem realizado investimentos naquele espaço.
As instalações afectas ao parque de jogos, recorde-se, foram vandalizadas em 2022, tendo sido danificados vidros, mobiliário e paredes desde o bar aos balneários. Um facto a que Pedro Monserrate fez referência na sua intervenção, aludindo para as condições deficitárias e necessidade de investimento num espaço desportivo que, defendeu, poderia ser colocado para “usufruto de todo o concelho”.
“Vai fazer dois anos que tomámos posse e não conseguimos fazer praticamente nada devido a isto. O nosso objectivo é ter actividade, utilizar aquele espaço que tem muito potencial e que está desprezado”, vincou o presidente do clube da Meia Via, freguesia onde se registou um aumento de população e onde há, acrescentou, muitas crianças e jovens a praticar desporto sendo prova disso o campo sintético que o clube construiu em 2017 e “que é muito utilizado”.
Em resposta ao apelo do dirigente, o presidente do município, Pedro Ferreira, comprometeu-se a resolver com “celeridade” a questão do direito de superfície e de realizar “gradualmente” intervenções para melhorar as condições do parque de jogos. Deixou ainda em aberto a possibilidade de a autarquia recorrer a fundos comunitários para realizar as intervenções. “Há que definir o que precisam de maior urgência”, sublinhou o autarca socialista.
Sobre a questão do direito de superfície, o vice-presidente Luís Silva, que tem o pelouro do Desporto, alertou para “constrangimentos” no parcelamento do terreno - do qual faz parte o destaque da parcela para a Junta da Meia Via fazer a sua sede - que estão a ser resolvidos.

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