Desporto | 21-10-2023 15:00

Mariana Silva: a atleta de Rio Maior que cresceu numa família de referência no basquetebol nacional

Mariana Silva: a atleta de Rio Maior que cresceu numa família de referência no basquetebol nacional
Mariana Silva cresceu no seio da modalidade e é uma jovem promessa do basquetebol nacional. fotoDR

Mariana Silva é filha de Teresa Barata, antiga jogadora da selecção nacional de basquetebol, seleccionadora nacional e treinadora no Rio Maior Basket. Aos 24 anos joga na segunda liga espanhola, num clube de Valência, depois de uma época no Real Canoe, de Madrid. Tem no método de trabalho a principal arma para atingir os objectivos a que se propõe.

Mariana Silva tem 1,84 de altura e cresceu a jogar basquetebol. Filha única, com a família a residir em Lisboa, a sua ocupação principal em criança era ver os jogos dos pais, treinadores no Rio Maior Basket. No primeiro ano de escolaridade entrou no desporto escolar e acabou por se federar pelo clube, o único do concelho. Na transição para o ensino secundário foi para o Centro de Alto Rendimento do Jamor e aos fins-de-semana regressava a casa para jogar pelo seu clube. Passou pelo Clube Desportivo de Torres Novas, Olivais Futebol Clube e Sport Lisboa e Benfica.
Teresa Barata, mãe e sua treinadora durante muitos anos, representou a selecção nacional 45 vezes e foi eleita diversas vezes melhor marcadora na fase de qualificação do campeonato europeu na década de 80. A treinadora e seleccionadora, que fez história ao lado da filha em 2015, quando Portugal se sagrou vice-campeão europeu feminino da divisão A, é uma das maiores figuras do basquetebol em Portugal. “Somos muito parecidas e chocávamos um pouco. Nem sempre vi assim, mas os nossos pais querem-nos bem para sempre. Quando perguntam sobre alguém que me inspirou, lembro-me logo da minha mãe”, refere Mariana Silva a O MIRANTE. O pai, Hélder Silva, vestiu a camisola do Sporting Clube de Portugal e do Sport Lisboa e Benfica, ergueu duas taças nacionais e foi quatro vezes campeão nacional em seniores masculinos.
Mariana Silva representa a selecção nacional há cerca de uma década. Aos 24 anos, joga na segunda liga espanhola pelo clube Picken Claret, de Valência, e no ano passado jogou no Real Canoe, de Madrid. O próximo passo é subir à primeira liga de uma potência europeia no basquetebol, como é o caso de Espanha. “As selecções espanholas são sempre bastante fortes, na formação estão sempre na final. Trabalham e olham de forma diferente para o basquete, mesmo nas competições nacionais o ritmo é diferente. Não estamos a anos de luz, mas por agora Espanha está bastante longe”, defende, explicando que é importante valorizar a modalidade em Portugal: “se uma modalidade não tem tanta visibilidade, o dinheiro não vai lá chegar. Não vai haver condições para pagar a jogadores, treinadores, para ir buscar treinadores bons”, considera.
A poste e extremo portuguesa tem treinos de manhã e à tarde, horários estipulados para o ginásio e para a fisioterapia. Na última época em Portugal (2021/2022) venceu todas as competições pelo Sport Lisboa e Benfica, onde jogou cinco anos. “Fazemos tantos sacrifícios para estar neste desporto; é gratificante perceber que vale a pena”, afirma, contando que foi durante a sua permanência no Sport Lisboa e Benfica que se licenciou em Desporto, Exercício e Bem-estar.
A internacional revela alguns segredos do seu sucesso como jogadora, nomeadamente ser uma pessoa organizada, que respeita as horas de sono e que encara a derrota com naturalidade. “Ninguém gosta de perder, mas não fico muito tempo chateada porque consigo logo identificar o que é que preciso de trabalhar e desenvolver durante a próxima semana para no próximo jogo não perder outra vez. Não sinto que sou ansiosa ou que fico nervosa, mas quando nos importamos queremos estar em condições e fazer boa figura”, sublinha. Mariana Silva tem o sonho de constituir família, mas diz que agora quer estar “com o basquete” e viajar até estabilizar. O futuro está em aberto e vai aproveitar a visibilidade que tem em Espanha, diferente da que tem em Portugal. Os seus pais, que viajavam de carro ou avião para Madrid, continuam a acompanhar a filha nos jogos em Valência, tendo assistido à sua estreia no sábado, 30 de Setembro, em que jogou 21 minutos e marcou oito pontos, embora a vitória tenha sorrido à Ardoi Baloncesto por 80-65. O regresso a Portugal está marcado para Abril ou Maio para matar saudades da comida da mãe, dos amigos e acompanhar o que resta do campeonato português de basquetebol.

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