Desporto | 22-01-2024 12:00

Clube de Ténis da Golegã trabalha para promover a modalidade e incentivar a prática desportiva

Clube de Ténis da Golegã trabalha para promover a modalidade e incentivar a prática desportiva
Alexandre Felício é presidente do Clube de Ténis da Golegã há uma década

Associação vai completar duas décadas desde a sua fundação e conta actualmente com 50 alunos de ténis e mais de uma centena de sócios activos. Além do ténis tem uma secção cultural de danças sevilhanas e outra de padel. Alexandre Felício é presidente do clube há uma década.

Mais importante que formar campeões ou grandes atletas o Clube de Ténis da Golegã preocupa-se em promover a modalidade e incentivar a prática desportiva. Quem o diz é Alexandre Felício, presidente da associação da vila ribatejana, fundada a 13 de Maio de 2004 depois de muitos anos a fazer parte do Clube de Campismo e Caravanismo “Arco-Íris” como secção.
Alexandre Felício sempre praticou desporto, mas ganhou um entusiasmo especial pelo ténis, explica a O MIRANTE. A direcção do clube conta com cinco membros, praticamente todos vindos da antiga secção. Alexandre Felício explica que, apesar de ser presidente há uma década, assume que o cargo é uma mera formalidade uma vez que as decisões são tomadas sempre em conjunto. Além do ténis o clube conta com uma secção cultural de danças sevilhanas e, desde Outubro de 2023, uma secção de padel.
Em termos desportivos costumam participar em cerca de uma dezena de torneios federados por ano desde os escalões de sub-12 até aos veteranos. Alexandre Felício destaca o torneio sénior “Prize-Money”, realizado em Novembro, que conta com apoio da autarquia e envolve um prémio entre três e os quatro mil euros. O clube conta com três treinadores na Golegã e recentemente juntou-se um quarto instrutor para dar aulas na Azinhaga, onde também têm um campo. O clube conta com 50 alunos, 15 atletas federados e cerca de 100 sócios activos.
Alexandre Felício diz que os resultados estão a ser os esperados. “O clube não está vocacionado para formar grandes atletas ou campeões porque sendo um desporto olímpico a competitividade é muito exigente e é preciso muita dedicação e investimento monetário e temporal. Pretendemos promover o desporto no concelho e dar aulas para promover a modalidade”, sublinha. No entanto, destaca a vitória do escalão M50 no campeonato regional que levou o clube a disputar o campeonato nacional. O dirigente afirma que a grande dificuldade do clube é a falta de infraestruturas. “Temos dois campos na sede e um na Azinhaga. Em torneios podemos usar campos polidesportivos, mas são distantes da sede e isso causa um grande transtorno logístico com o transporte de atletas e contratação de árbitros para esses locais. A própria federação não permite a realização de campeonatos regionais se não tivermos três campos junto à sede. Essa é a nossa maior limitação de momento e, no futuro, pretendemos criar, pelo menos, mais um campo”, salienta. O presidente do clube deixa elogios e agradecimentos aos apoios da autarquia, das juntas e dos principais patrocinadores que “dão um apoio valioso”, mostrando-se sempre disponíveis.
A Golegã foi durante muitos anos uma das poucas localidades com campo de ténis na região e, por isso, o clube pretende manter viva essa ligação à modalidade. Alexandre Felício destaca que, hoje em dia, a prática tem aumentado e que há uma oferta diversificada em vários concelhos da região. Como objectivos futuros o presidente do clube aponta ao aumento do número de sócios contando para isso com a ajuda do padel.

Padel e ténis não são incompatíveis
O Clube de Ténis da Golegã, desafiado pela autarquia, iniciou em Outubro de 2023 a secção de padel. Alexandre Felício confessa que era expectável uma grande procura pela modalidade mas que o que tem acontecido supera todas as expectativas. Existe um projecto em andamento que contempla quatro campos, dos quais dois já estão construídos. O dirigente garante que o padel não tem afectado a procura pelo ténis. “Os atletas de ténis continuam a procurar o ténis. No padel, com a vertente de jogar a pares, vê-se mais grupos de amigos, casais e famílias. Muitas vezes são pessoas que nem praticavam desporto. O ténis continua com os seus atletas e os seus alunos não está a ser minimamente afectados”, vinca.

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