Desporto | 24-05-2024 21:00

Casa do Benfica em Santarém no caminho do sucesso do olímpico Nuno Delgado

Casa do Benfica em Santarém no caminho do sucesso do olímpico Nuno Delgado
António Anjinho e Jorge Vítor são dois dos rostos do judo da Casa do Benfica de Santarém

Pela secção de judo da Casa do Benfica em Santarém já passaram muitos atletas, desde que foi fundada em 1973. Um deles foi o judoca Nuno Delgado, medalha olímpica de bronze em Sydney em 2000, que foi treinado durante uma década pelo mestre António Anjinho, que é uma referência no clube e no judo.

O mestre de judo António Anjinho, natural de Santarém, entrou para a secção de judo da Casa do Benfica em Santarém pouco tempo depois da abertura da modalidade na cidade, que ocorreu em 1973. Entrou como aluno e rapidamente chegou a treinador. Hoje com 78 anos, foi atleta de alta competição, tendo sido três vezes internacional. Tem uma rua na cidade com o seu nome e tem formado atletas que dão nas vistas, sendo o rosto mais visível Nuno Delgado, que conquistou a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Verão em Sidney no ano de 2000. O técnico treinou o judoca durante cerca de dez anos.
“O campeão nasce campeão” é a forma que o mestre utiliza para explicar a ética de trabalho e a responsabilidade que a conquista de feitos na alta competição exige. Enquanto atleta, o António Anjinho disputou campeonatos no estrangeiro, por exemplo, em Israel, Itália e Espanha. Para além de ter percebido que a modalidade de judo poderia ser uma mais-valia para a sua saúde física, também chegou à conclusão que a arte marcial de defesa pessoal tinha certas características inerentes, nomeadamente ao nível da socialização, interacção física e da disciplina.
As pessoas a quem dá treinos actualmente têm entre os 40 e os 80 anos de idade. É treinador de grau 2, assim como Jorge Vítor, 65 anos, responsável pelo treino dos atletas de competição e formação. Em 1980 ganhou uma medalha de bronze em Lisboa num campeonato nacional de judo. Durante a sua vida profissional trabalhou largos anos como desenhador projectista na empresa Portugal Telecom.
António Anjinho recebeu duas distinções de mérito pela Federação Portuguesa de Judo pelo papel que tem tido dentro da modalidade e em 2023 recebeu de Nuno Delgado no âmbito das comemorações dos 50 anos da secção uma réplica da medalha de bronze conquistada pelo antigo aprendiz que hoje é um símbolo nacional da modalidade. Do ponto de vista do mestre a evolução do judo no distrito de Santarém tem sido muito positiva. O cinturão de António Anjinho tem inscrito o seu nome em japonês traduzido pelo falecido mestre Kiyoshi Kobayashi, que foi responsável técnico da secção de judo da Casa do Benfica em Santarém.
De acordo com Jorge Vítor, está prevista a mudança de instalações da secção de judo para a Ex-Escola Prática de Cavalaria, no mês de Setembro. A secção funciona numa divisão integrada na Nave Municipal de Santarém e tem meia centena de judocas inscritos, que antes da pandemia era o dobro. No que toca aos triunfos, colectivamente, em 2004 uma equipa de cadetes foi campeã nacional. Jorge Vítor conta que António Anjinho formou uma secção de judo dentro da empresa. Com três anos de judo o responsável da secção tirou o seu primeiro curso de treinador.

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