Desporto | 09-06-2024 15:00

Karaté Amicale de Santarém tem andado com a casa às costas mas é uma referência

Karaté Amicale de Santarém tem andado com a casa às costas mas é uma referência
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Centro de Karaté Amicale de Santarém conta com uma centena de praticantes federados

Ao longo de cinco décadas, o Centro de Karaté Amicale de Santarém ainda não conseguiu a estabilidade de ter uma sede própria e até a casa do presidente e treinador serviu de espaço para guardar material. O clube tem uma centena de praticantes federados e actualmente usa as instalações da Escola Mem Ramires.

O Centro de Karaté Amicale de Santarém já mudou várias vezes de instalações ao longo do meio século de existência e ainda não conseguiu ter uma sede própria. Até já utilizou a casa do presidente e treinador, o mestre de karate 7º dan Carlos Rodrigues Dias. Actualmente o centro, com uma centena de praticantes federados, conseguiu arranjar dois espaços emprestados pela Câmara de Santarém na Escola Mem Ramires. Pelo meio há uma sede de onde o clube teve de sair porque o imóvel foi colocado à venda e uma passagem pelo pavilhão municipal.
As primeiras instalações foram no segundo andar de um edifício na rua Serpa Pinto, no centro histórico da cidade. Depois o clube passou para o pavilhão municipal da cidade na expectativa de se encontrar um novo espaço, o que não aconteceu e levou a que Carlos Rodrigues Dias disponibilizasse a sua habitação. Em 2019, foi inaugurada uma nova sede arrendada na Avenida Bernardo Santareno, mas passado algum tempo o imóvel foi colocado à venda e o centro não tinha dinheiro suficiente para adquirir o espaço. Segundo Carlos Dias, foram gastos nas anteriores instalações cerca de sete mil euros.
O centro vai somando vários sucessos ao longo dos anos, como recentemente o de Álvaro Moreira, um jovem escalabitano de 14 anos que obteve em competição da World Fudokan Federation na Eslovénia e o segundo lugar em kumite no escalão de cadetes (-65 kg). Em conversa com O MIRANTE no final do treino o adolescente diz que a modalidade tem tanto de defesa pessoal como de auto-controlo. O jovem karateca diz conseguir imaginar-se a praticar a modalidade até à idade sénior para manter o corpo activo, como faz Manuel Maia, de 70 anos, natural do concelho de Abrantes, médico de profissão e cinturão negro de 4º dan.
Luís Vedor, 57 anos, natural de Santarém e funcionário na Segurança Social de Santarém, diz que cada um adapta o karaté à sua idade, por isso há classes que começam nos quatro anos de idade. Elisabete Dias, 65 anos, natural de Alcanede é uma das responsáveis por ensinar os karatecas mais pequenos. A esposa de Carlos Dias e professora de educação física no Agrupamento de Escolas Sá da Bandeira chegou a ser treinadora de ginástica durante 22 anos. Sob a sua orientação passou a atleta Telma Silva, campeã nacional tumbling (ginástica).
O presidente do Centro de Karaté Amicale de Santarém, de 64 anos, natural de Torres Novas, começou a praticar karaté com irmão Pedro Dias na década de 70 de forma informal. Com o instrutor António Ferreira, o mestre de karaté já fazia competição. Numa prova do campeonato do mundo universitário Carlos Dias foi campeão na categoria de -65kg. Foi também vice-campeão nacional por equipas e campeão nacional de -65 kg no escalão de sénior. O presidente do Centro de Karaté diz ser necessário haver um compromisso e respeito dos atletas com aquilo que considera ser uma nobre modalidade. O treinador explica que existem três pilares no karaté: o Kihon que é o treino básico e fundamental; kata que é uma sequência de movimentos, retiradas de situações reais de luta já vividas; e o kumite, a parte do treino que é praticada com oponentes.

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