Desporto | 03-07-2025 15:00

Coruche foi palco do Campeonato Mundial de Pesca em Água Doce

Coruche foi palco do Campeonato Mundial de Pesca em Água Doce
Leonor Freira - foto O MIRANTE

Vila recebeu o Campeonato do Mundo de Pesca desportiva na categoria de Masters e Deficientes, num evento que contou com 14 países representados. Competição reforçou posição das águas do Sorraia no panorama da pesca de água doce a nível mundial.

Coruche foi, entre os dias 20 e 21 de Junho, o palco de dois grandes eventos internacionais dedicados à pesca desportiva em água doce: o 26.º Campeonato do Mundo de Pesca Desportiva na categoria de Deficientes e o 7.º Campeonato do Mundo Masters, destinado a pescadores entre os 55 e os 65 anos. Ambos os campeonatos foram disputados nas margens do rio Sorraia, uma pista reconhecida internacionalmente pelas suas condições únicas para a prática da modalidade. Na categoria Masters competiram 12 países, enquanto na categoria destinada a pescadores com deficiência participaram sete equipas: Bélgica, Croácia, Eslovénia, França, Inglaterra, Itália e Hungria. A presença de tantos países reforçou o carácter global da competição e a importância crescente que a pesca desportiva em água doce tem vindo a assumir no calendário internacional.
Alexandre Rodrigues, natural de Azambuja, representou Portugal no Campeonato do Mundo de Pesca em Água Doce. Considera que Coruche é a verdadeira catedral da pesca em água doce, tanto no panorama nacional como europeu. Habituado a pescar no Sorraia, o atleta conseguiu destacar-se entre os melhores e contribuir de forma significativa para a conquista do terceiro lugar pela equipa portuguesa no campeonato. Saiu do evento com uma honrosa medalha de bronze ao peito, numa competição exigente que foi dominada pelas selecções da elite europeia, como Itália e Hungria. Sublinha ainda que a pesca em Portugal devia ser mais valorizada e apoiada, à semelhança do que acontece noutros países concorrentes, muitos dos quais beneficiam de patrocínios generosos e de apoios institucionais significativos. “A nossa modalidade só teria mais relevância quando o filho de alguém importante também a praticasse”, afirma.
A organização da prova esteve a cargo da Federação Portuguesa de Pesca Desportiva (FPPD), em articulação com a Federação Internacional FIPSed e com o apoio da Câmara de Coruche. Contou ainda com a colaboração de clubes e associações locais, nomeadamente o Coruche Pesca Desportiva. Um dos membros da organização, Luís Vilelas, revelou a O MIRANTE o balanço positivo da iniciativa e o que trouxe ao concelho. “As equipas ficaram hospedadas pelo concelho, comeram nos nossos restaurantes e creio terem aproveitado o melhor que temos para oferecer”, admitiu.
As águas do rio Sorraia também não são novidade para Leonor Freira, uma veterana da pesca desportiva nacional, federada há três décadas. Nascida e criada em Évora, foi no histórico clube Eborense que deu os primeiros passos no mundo competitivo da pesca, mas ao longo dos anos manteve sempre uma forte ligação às águas de Coruche, que conhece como poucos e às quais não poupa elogios. Acredita que a realização de um campeonato mundial no concelho vai muito além da qualidade da pesca e da abundância de peixe. “Os acessos são muito importantes e Coruche está praticamente no centro do país, fica perto e fácil de chegar para todos”, confessa, destacando também a hospitalidade da vila e a beleza natural envolvente.

Alexandre Rodrigues - foto O MIRANTE

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