Desporto | 24-03-2026 11:42

União de Santarém critica erros de arbitragem e exige verdade desportiva

União de Santarém critica erros de arbitragem e exige verdade desportiva

A grande penalidade marcada contra a União de Santarém que ditou a derrota no campo do Varzim levou o clube a manifestar-se publicamente contra decisões de arbitragem que, na sua óptica, têm prejudicado a equipa na Liga 3.

A União Desportiva de Santarém (UDS) tomou uma posição pública que designou como "(um não) comunicado" onde se insurge contra o que considera serem os sucessivos erros de arbitragem que, na óptica do clube escalabitano, têm posto em causa a verdade desportiva e prejudicado a carreira da equipa de futebol sénior na fase de apuramento do campeão da Liga 3. A gota que fez transbordar o copo foi a grande penalidade marcada contra os escalabitanos no passado sábado, já para lá dos 90 minutos, que ditou a derrota por 1-0 no campo do Varzim. Uma suposta mão na bola que mereceu muita contestação. Mas outros lances nesse jogo, e também nos desafios contra a Académica de Coimbra e Amarante, merecem censura à arbitragem por parte do emblema ribatejano.
A posição do clube divulgada nas redes sociais na segunda-feira, 23 de Março, assinada pelo presidente da direcção, Pedro Patrício, começa de forma curiosa: “A União Desportiva de Santarém vem tornar público que não irá emitir um comunicado sobre os acontecimentos recentes na Liga 3, não obstante as inúmeras solicitações e mensagens recebidas pelos seus adeptos e simpatizantes. E não o fará por uma razão simples. Nos tempos que correm, comunicados tendem a dar origem a processos disciplinares, multas e castigos”.
Passada a “reflexão institucional”, o clube sublinha que “as imagens existem e falam por si” e evidenciam “critérios disciplinares distintos para lances semelhantes” e “decisões técnicas com impacto directo e relevante no resultado dos jogos”, acrescentando que intervenção de meios tecnológicos como o (VAR) “continua a suscitar dúvidas legítimas”.
Sem omitir que também há responsabilidades próprias na classificação que a equipa ocupa (sexto lugar entre oito equipas), a UDS refere que “em jogos decisivos, com equipas muitos iguais do ponto de vista competitivo, os pormenores são por maiores”, reiterando que “eventuais erros com impacto directo no resultado final dos jogos não são aceitáveis quando existe ajuda tecnológica”. Pedro Patrício afirma-se convicto que “estas situações não passarão despercebidas a quem tem responsabilidades na defesa da verdade desportiva”.
“Representamos Santarém — uma capital de distrito — e representamos o Ribatejo, uma região com cerca de 480.000 habitantes. Somos hoje o principal representante desta identidade no futebol nacional. E, por isso, esperamos respeito institucional e igualdade efectiva de tratamento competitivo”, escreve o presidente da UDS, vincando que “quando se luta, com mérito, consistência e equilíbrio estrutural, por objectivos desportivos tão exigentes como o acesso à Liga 2, é fundamental que esse percurso decorra em condições de absoluta igualdade competitiva”.
“O União de Santarém continuará a fazer a sua parte dentro de campo e fora dele. E acredita que todos os intervenientes na organização das competições nacionais saberão garantir que nada condicionará, directa ou indiretamente, a legítima ambição desportiva do clube”, diz o dirigente, concluindo que “subir exige equidade e justiça”.

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