Desporto | 29-03-2026 12:00

Árbitro que é atleta do Torres Novas apita jogo dos iniciados do clube e gera protesto

Árbitro que é atleta do Torres Novas apita jogo dos iniciados do clube e gera protesto

A Escola de Futebol do Concelho de Alcanena alega que os regulamentos foram infringidos ao nomear-se um atleta dos juniores do Clube Desportivo de Torres Novas para arbitrar um jogo dos iniciados do mesmo clube contra o clube de Alcanena, que se diz prejudicado pela arbitragem.

A Escola de Futebol do Concelho de Alcanena (EFCA) apresentou um protesto formal após o encontro disputado no Campo dos Bugalhos, a 22 de Fevereiro, a contar para a 2.ª Divisão Distrital de Iniciados. Em causa está a nomeação pela Associação de Futebol de Santarém (AFS) do árbitro desse jogo, que é atleta dos juniores do Clube Desportivo de Torres Novas, a equipa adversária do clube de Alcanena nessa tarde.
Os regulamentos internos das associações de futebol proíbem que um árbitro dirija jogos do clube ao qual está ligado, por conflito de interesses. Ainda assim, a AFS nomeou Tomás Quinta, jogador de 17 anos dos juniores do Torres Novas, que aceitou a designação sem que o clube levantasse qualquer objecção. O MIRANTE contactou a AFS e o respectivo Conselho de Arbitragem para tentar obter esclarecimentos sobre o assunto, mas não obteve resposta.
Segundo o coordenador técnico da EFCA, Fernando Costa, a arbitragem condicionou directamente o resultado do empate a dois golos. O primeiro golo do Torres Novas nasceu de uma grande penalidade que, na sua opinião, terá ocorrido fora da área. Fernando Costa aponta para a existência de vários lances de fora de jogo assinalados ao clube de Alcanena ao longo do jogo que prejudicaram a capacidade de finalização da equipa da casa. Queixa-se ainda que num episódio de conflito verbal entre jogadores dos dois clubes, o central da EFCA foi advertido com cartão amarelo, mas o jogador do Torres Novas envolvido na situação não sofreu qualquer sanção.
O coordenador técnico do EFCA alega que a arbitragem teve influência directa não só no resultado como na luta pela classificação. Quase um mês depois do protesto, a AFS limitou-se a responder que iria tratar do assunto, sem que até à data tenha comunicado qualquer decisão, diz o dirigente. Fernando Costa acusa a AFS de tentar abafar o caso e sublinha que situações semelhantes se têm repetido ao longo da presente época. O clube de Alcanena diz querer apenas “justiça e respeito”, apelando a que este tipo de irregularidades deixe de acontecer no futebol distrital de Santarém.

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