CPCD da Póvoa de Santa Iria assinala 50 anos com olhos postos no novo pavilhão
Centro Popular de Cultura e Desporto celebra este ano meio século de vida. O clube da Póvoa de Santa Iria conta com mais de seis centenas de praticantes, distribuídos por várias modalidades desportivas. Em Novembro será inaugurado o novo pavilhão desportivo, nas celebrações do aniversário. Na formação os juvenis de futsal destacam-se pelo desempenho e pela ambição de subir de divisão.
O Centro Popular de Cultura e Desporto (CPCD) da Póvoa de Santa Iria está a assinalar 50 anos de existência. O clube passou por altos e baixos ao longo de meio século, mas actualmente é um dos que mais atletas movimenta, distribuídos por doze modalidades desportivas e culturais. Um dos grandes objectivos do clube está prestes a tornar-se realidade. O presidente da direcção, Joaquim Perdigoto Ramos, avança a O MIRANTE que o novo pavilhão desportivo, localizado junto às actuais instalações, está previsto inaugurar no dia 7 de Novembro, no âmbito da cerimónia oficial dos 50 anos da associação. “O pavilhão foi um processo burocrático. A intervenção foi muito mais do que a cobertura, paga pela Câmara de Vila Franca de Xira. Quando entrar em funcionamento, o pavilhão vai ter as condições e certificações necessárias e novos balneários. É um investimento que ronda os 900 mil euros”, explica.
O município comparticipou a obra com 156 mil euros e, este ano, com mais 100 mil euros. A direcção do clube já tinha contraído um empréstimo com a Caixa de Crédito Agrícola no valor de 350 mil euros para concluir a empreitada, referindo que estão reunidas condições para que tudo seja pago conforme previsto, uma vez que as finanças do clube estão “perfeitamente equilibradas”.
CPCD assinala 50 anos com eventos e mais investimento
Só a secção de natação do CPCD movimenta 350 atletas. As equipas de futsal têm 120 jogadores em todos os escalões, excepto o sénior, por decisão da direcção. “Enquanto cá estiver não quero equipa sénior, porque é exigido outro tipo de financiamento. A partir do momento em que é pago por uma empresa, deixa de ser uma colectividade”, reiterou o dirigente, acrescentando que, no total, o CPCD conta com 650 praticantes.
Em dez anos de presidência do clube, com o actual mandato a terminar em Março de 2027, Joaquim Perdigoto diz que, quando começou, o orçamento era de cerca de 60 mil euros. Actualmente está nos 500 mil euros e tem duas funcionárias a tempo inteiro. Todos os anos são feitos investimentos. A próxima obra, orçada em cerca de 40 mil euros, será a pintura exterior do edifício do CPCD, mediante candidatura ao Programa de Apoio ao Movimento Associativo da câmara.
Para assinalar os 50 anos, o CPCD está a realizar eventos mensais. O mais recente foi o jantar do Dia da Mulher, que contou com mais de duzentas pessoas. O próximo evento será a noite de fados, no dia 27 de Março. Está ainda prevista a realização de um festival de natação, prova de estafetas, festival de música popular portuguesa e uma exposição com fotografias de vários momentos da instituição ao longo dos anos. O clube assinala meio século no dia 1 de Novembro mas a festa realiza-se no dia 7 do mesmo mês.
Juvenis do futsal ambicionam subir de divisão
Emanuel Santos, treinador de futsal há cinco anos no clube, está a trabalhar com a equipa no escalão de juvenis, com o objectivo de subir à primeira divisão esta época. Os atletas têm 90% de vitórias, com três derrotas em mais de 70 jogos. Há dois anos, os juvenis foram campeões distritais com apenas um empate em 28 jogos. Na época seguinte, voltaram a surpreender ao perder apenas um encontro em 27, assegurando nova subida de divisão. Actualmente, competem na segunda divisão distrital, em fase de apuramento de campeão, discutindo os lugares cimeiros.
O técnico destaca não só o rendimento desportivo, mas sobretudo o trabalho emocional com atletas em fase de formação. “Quando ganhamos mais de 90% dos jogos, algo raro, uma derrota pesa muito mais para quem está habituado a vencer”, refere, sublinhando a importância de ensinar os jovens a lidar com as emoções. Para o treinador, o essencial passa por garantir que os jogadores se sintam tranquilos, confiantes e felizes por darem sempre o melhor de si.
A equipa tem três treinos semanais e uma sessão de formação opcional às sextas-feiras. Emanuel Santos é um treinador muito exigente, mas também próximo dos jogadores. A seu lado está a esposa, Patrícia Guedes, treinadora-adjunta da equipa e figura de apoio nos momentos mais exigentes. O futuro poderá, quem sabe, passar pela constituição de uma equipa de futsal feminino. Ricardo Florido junta-se ao duo como treinador de guarda-redes.
O balneário dos juvenis do CPCD respira ambição, mas também espírito de união. João Teixeira, de 17 anos, não esconde que o principal objectivo da equipa é subir de divisão. Ligado ao clube há onze anos, o jogador vê o CPCD como uma segunda casa. “Somos muito unidos, como uma família. Já nos conhecemos há muitos anos e isso faz diferença dentro e fora de campo”, afirma. Além de jogador, também apoia os escalões mais jovens, mostrando já um sentido de responsabilidade dentro do clube.
Também Rodrigo Silva, sub-capitão de 16 anos, partilha o mesmo sentimento de pertença. No CPCD desde os cinco anos, considera o clube “uma segunda casa” e destaca o espírito de grupo como a maior força da equipa. “Somos muito amigos e, mesmo quando as coisas não correm bem, continuamos a trabalhar para dar a volta”, sublinha.


