Benedita Nabuco conquista triplete nacional no ténis e sonha com carreira profissional
Com apenas 12 anos, a tenista Benedita Nabuco, de Azambuja, conquistou os três títulos em disputa no Campeonato Nacional Individual Sub-12, realizado no Jamor. A jovem atleta integra a selecção nacional e sonha um dia disputar o torneio de Roland Garros.
A tenista Benedita Nabuco, atleta do concelho de Azambuja, sagrou-se campeã nacional absoluta sub-12, título alcançado no Campeonato Nacional Individual, realizado no Complexo de Ténis do Jamor. Com apenas 12 anos, Benedita conseguiu conquistar o triplete nacional, vencendo as três provas da competição: campeã nacional de singulares, campeã nacional de pares femininos e campeã nacional de pares mistos.
Além dos títulos nacionais, integra regularmente a selecção nacional da Federação Portuguesa de Ténis, tendo já representado Portugal em competições internacionais, e faz parte do projecto de alto rendimento Tourim Team, no Jamor. A O MIRANTE, a tenista conta que o gosto pelo ténis começou durante a pandemia, quando fez uma aula experimental de ténis promovida pela Câmara de Azambuja. “Desde a primeira aula adorei e continuei. Gosto muito do que faço e gosto de viajar para outros países e competir com outras jogadoras”, disse.
Atleta com potencial
Quando a escola de ténis fechou em Azambuja, Benedita Nabuco começou a treinar diariamente em Santarém e surgiram as primeiras competições. A falta de turmas que pudesse integrar levou-a ao actual clube onde treina todos os dias, há três anos, o AHEAD Clube Ténis, de Alverca do Ribatejo. Apenas às quartas-feiras treina no Jamor, no Tourim Team. “A nível dos treinadores foi-nos dito que ela tinha um grande potencial. Treina ao final do dia, todos os dias, entre duas e três horas. No mesmo ano, ganhou os três troféus possíveis, o que é um feito histórico”, explica a mãe da tenista.
Benedita Nabuco estuda na Escola Básica de Azambuja, mas tem pouco tempo para estar com os amigos devido aos treinos. Sonha ser tenista profissional e participar um dia no torneio de Roland Garros. Os pais fazem sacrifícios para levar a filha aos jogos e aos treinos e suportam financeiramente os encargos com equipamentos e viagens, excepto quando compete pela selecção nacional.
Ténis é um vício
As adversárias estrangeiras são sempre as mais difíceis de vencer, relata a tenista, porque, diz, treinam mais e têm melhores escolas. Outro dos desafios para a jovem atleta é conciliar os estudos com os torneios. “Infelizmente a escola não apoia este desporto como deveria. Já lhe aconteceu vir de um torneio no estrangeiro e, às 23h00, ainda estar a estudar para o dia seguinte porque vai ter uma prova”, refere a mãe.
Benedita Nabuco está de férias, mas as bolas e as raquetes vão na mala para continuar a treinar na praia. “Ainda sou um bocadinho lenta quando estou na rede, por isso vou levar as raquetes de praia para conseguir ser mais rápida na rede e fazer as passadas. É um vício”, sublinha a tenista.


