Xadrez regressa a Alverca e junta experiência e aprendizagem
Até Novembro estão a decorrer na biblioteca de Alverca encontros dedicados ao xadrez. A iniciativa recupera uma tradição ligada ao extinto grupo Peões de Alverca, aproxima antigos praticantes e procura ensinar os primeiros passos a quem quer descobrir um jogo milenar que continua a adaptar-se à internet e à inteligência artificial.
O xadrez voltou a ter um espaço de encontro em Alverca. Até Novembro estão a decorrer sessões que juntam pessoas com diferentes níveis de experiência, desde quem já conhece o jogo há décadas até quem está agora a aprender os primeiros movimentos.
A iniciativa tem também uma ligação aos antigos Peões de Alverca, clube que entretanto deixou de ter actividade. O objectivo passa por recuperar pessoas da cidade e da região que já sabiam jogar e, ao mesmo tempo, atrair novos praticantes.
Orlando Nunes é de Á-dos-Loucos, Alhandra, mas tem uma ligação antiga a Alverca através do xadrez. Foi ali que praticou a modalidade e, desde o tempo da juventude, esteve inserido nos clubes de Alverca. “Fui convidado para vir a estes encontros mas na parte mais teórica do xadrez”, explica a O MIRANTE. A parte prática fica para outros jogadores. A sua intervenção no grupo não se centra em contar a história do xadrez, mas antes os seus princípios e valores. Para Orlando Nunes, são esses princípios que fazem do xadrez “o jogo mais completo e mais emblemático e provavelmente o mais jogado em todo o mundo”. Entre os valores que destaca estão a estratégia e a táctica, mas também a ciência e a arte. A abordagem de Orlando Nunes é dirigida sobretudo ao xadrez de competição e não ao chamado “xadrez de café” ou de brincadeira. Fala do jogo praticado por pessoas que participam em campeonatos, provas e competições e que têm ambições de subir ao Olimpo daquele jogo.
* Notícia desenvolvida na edição impressa de O MIRANTE


